Bugatti cria Brouillard de 1.600 cv como obra única sob medida para cliente especial

Inspirado em um cavalo de Ettore Bugatti, o Brouillard tem motor W16 de 1.600 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 s e será único no mundo.
Publicado por em Bugatti dia

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A Bugatti decidiu que, se é para fazer um carro único, é para entregar algo que parece ter saído de um sonho — ou de um delírio bilionário. O Brouillard é um hipercarro de 1.600 cv feito para um único dono, com entrega prevista para 2026. Não é um “modelo especial” no sentido genérico: é um carro sob medida, parte do novo Programa Solitaire, pensado para clientes que querem algo que ninguém mais no planeta possa ter.

Pontos Principais:

  • Brouillard inaugura o Programa Solitaire, focado em carros sob encomenda.
  • Produção será limitada a apenas uma unidade para entrega em 2026.
  • Motor W16 quad-turbo de 8 litros entrega 1.600 cv e 1.600 Nm.
  • Design e interior remetem ao cavalo de Ettore Bugatti, com acabamentos exclusivos.

O nome, Brouillard, é inspirado em um cavalo que Ettore Bugatti, fundador da marca, treinou para abrir sozinho o próprio estábulo. É a espécie de referência obscura que só faz sentido nesse nível de luxo, onde tradição e excentricidade andam de mãos dadas. E, sim, cada detalhe foi desenhado em colaboração direta com o comprador — do formato da asa traseira até a escolha dos tecidos no interior.

Sob a carroceria, o monstro mantém a velha guarda dos hipercarros: um motor W16 de 8 litros com quatro turbos, gerando 1.600 Nm de torque já a 2.250 rpm. É força suficiente para levar o cupê de zero a 100 km/h em 2,5 segundos e fazer o velocímetro encostar nos 380 km/h. Um foguete, mas com poltronas bordadas.

A aerodinâmica é tão exagerada quanto o preço provavelmente será. Entradas de ar para resfriamento, asa fixa em formato de cauda de pato, difusor traseiro com escape integrado — tudo feito para manter o carro colado no chão enquanto o dono brinca de piloto em algum autódromo privado.

Por dentro, o Brouillard parece um híbrido entre uma galeria de arte e um santuário automotivo. Fibra de carbono verde, alumínio usinado, tecidos tartã vindos de Paris e um teto de vidro para inundar o interior de luz. Nos bancos e painéis, bordados de cavalos reforçam a narrativa do nome. A alavanca de câmbio, como peça final, guarda uma escultura em miniatura do animal.

Mais do que um carro, o Brouillard é um símbolo do momento atual da Bugatti: o de transformar cada projeto em uma peça única de colecionador, resgatando a prática centenária de criar carrocerias exclusivas. Para o resto de nós, ele será apenas mais um mito inalcançável, visto de relance em fotos de divulgação — ou, quem sabe, um dia, numa garagem climatizada que vale mais que muitos prédios inteiros.

Fonte: Bugatti.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.