BTG aposta em Mário Bittencourt como CEO da nova SAF do Fluminense em 2025

A diretoria do Fluminense aprovou a proposta do BTG Pactual para criação da SAF. A decisão final caberá aos sócios em Assembleia Geral, prevista para setembro, em votação com quórum reduzido.
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A diretoria do Fluminense deu um passo decisivo no processo de transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol ao aprovar a proposta apresentada pelo BTG Pactual. A decisão interna abre caminho para que os sócios com mensalidade em dia possam deliberar sobre o futuro do clube em Assembleia Geral, marcada para os próximos meses.

Pontos Principais:

  • Fluminense aprovou a proposta do BTG Pactual para a SAF.
  • Assembleia Geral de sócios será realizada em setembro.
  • Fundo terá participação de tricolores ilustres, como André Esteves.
  • Mário Bittencourt deve assumir como CEO da nova SAF.

Na última eleição presidencial, que reelegeu Mário Bittencourt, apenas 3,7 mil associados compareceram às urnas, pouco mais de 20% do total apto a votar. Esse índice reduzido deverá se repetir na definição da SAF, o que torna cada voto ainda mais decisivo para os rumos da instituição.

A diretoria do Fluminense aprovou a proposta do BTG Pactual para a SAF, levando o tema para a Assembleia Geral que reunirá os sócios com mensalidade em dia.
A diretoria do Fluminense aprovou a proposta do BTG Pactual para a SAF, levando o tema para a Assembleia Geral que reunirá os sócios com mensalidade em dia.

A proposta do BTG Pactual envolve a criação de um fundo de investimento, que terá entre seus cotistas nomes de peso da comunidade tricolor. Entre eles, está o próprio André Esteves, dono do banco, sinalizando que o projeto terá não apenas suporte financeiro robusto, mas também engajamento de figuras ligadas à história e à identidade do Fluminense.

A administração do fundo será responsabilidade da LZ Sports, braço da Lazuli Capital voltado a negócios esportivos. A escolha de uma gestora especializada reflete a tentativa de estruturar a SAF com maior rigor técnico e evitar falhas comuns em projetos recentes de outros clubes, como os de Vasco e Botafogo.

A Lazuli contratou a agência FSB para desenvolver a estratégia de comunicação em torno da proposta. A ideia é oferecer uma narrativa clara, destacando benefícios e detalhando as condições do contrato, ao mesmo tempo em que busca reduzir ruídos provocados pela oposição. Esse cuidado se tornou necessário diante da desconfiança criada pelos problemas em experiências anteriores de SAF no futebol brasileiro.

Segundo a previsão, já em setembro o Fluminense iniciará a divulgação oficial dos termos, de forma a preparar os associados para a votação. A aposta é que, ao antecipar informações, o clube consiga criar um ambiente de maior transparência e evitar embates desgastantes em meio ao processo de decisão.

Para comandar a futura SAF, o nome escolhido é o do próprio Mário Bittencourt. Atualmente no fim de seu segundo mandato como presidente, ele seria o responsável por liderar a transição e consolidar a estrutura administrativa do novo modelo, garantindo continuidade e familiaridade na gestão do clube em um momento de grande transformação.

Fonte: Terra e Oglobo.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.