BYD Qin Plus é registrado no Brasil e pode desafiar rivais com preço mais baixo
O registro do BYD Qin Plus no Instituto Nacional de Propriedade Industrial acende a possibilidade de que o sedan híbrido plug-in chegue ao Brasil em breve. O modelo se apresenta como uma alternativa mais acessível ao King, que já ocupa posição de destaque entre os sedans médios vendidos no país. A estratégia da marca chinesa é repetir a fórmula de oferecer duas opções derivadas do mesmo projeto, mas com níveis distintos de sofisticação.
Pontos Principais:
- BYD Qin Plus foi registrado no Brasil como versão mais simples do King.
- Design retoma elementos de modelos antigos e cabine mais básica.
- Conjunto híbrido oferece até 2.055 km de alcance total.
- Versões na China chegam a 120 km de autonomia elétrica.
Enquanto o King DM-i se posiciona como a versão mais refinada e equipada, o Qin Plus assume o papel de opção simplificada. Ambos compartilham a mesma base desenvolvida em 2018, o que explica a semelhança em proporções, recortes das portas e linhas gerais da carroceria. Ainda assim, há diferenças visuais claras, especialmente na dianteira, onde o Qin Plus exibe uma grade ovalada de estilo mais antigo, acompanhada de faróis integrados à linha superior. Na traseira, pequenas alterações nas lanternas e no para-choque reforçam a identidade própria.

O interior do Qin Plus reforça a proposta de custo reduzido. As linhas são retas e funcionais, os materiais aparentam simplicidade e, nas versões de entrada, a central multimídia tem tela de 10,1 polegadas, menor que a oferecida no King. A ausência do pacote ADAS completo e de rodas de design sofisticado ajuda a manter o preço mais baixo, algo que pode interessar à BYD brasileira, de olho em consumidores que buscam sedans médios com valores próximos de R$ 150 mil.
Na motorização, o Qin Plus mantém a lógica de utilizar o motor 1.5 a gasolina de 100 cv mais como gerador de energia do que como força motriz. O protagonismo fica com o motor elétrico dianteiro, capaz de entregar cerca de 160 cv e 21 mkgf de torque. Apesar de ser ligeiramente inferior ao conjunto do King, que passa dos 180 cv, a proposta é garantir eficiência com um custo de produção menor.
As baterias do Qin Plus também refletem a busca por equilíbrio entre desempenho e preço. Com 7,7 kWh de capacidade, garantem até 55 km de autonomia em ciclo elétrico, embora esse número venha do ciclo chinês CLTC, considerado otimista. A capacidade de recarga máxima é de 3,3 kW, suficiente para atender ao perfil urbano. Em contrapartida, o modelo se destaca pelo alcance combinado: com tanque de 65 litros aliado à bateria carregada, pode chegar a 2.055 km. Esse número supera o King, que conta com tanque de 48 litros.
Na China, a gama do Qin Plus inclui três versões, todas com a mesma configuração básica de powertrain. A topo de linha, porém, entrega baterias de 16 kWh e potência de recarga de 15 kW, o que permite autonomia elétrica de até 120 km. Essa possibilidade amplia o leque de consumidores, oferecendo desde opções mais acessíveis até versões com maior autonomia.
O registro do Qin Plus é mais um passo dentro de uma estratégia mais ampla da BYD, que já acumula diversos modelos inscritos no INPI. A marca chinesa busca ampliar rapidamente sua presença no Brasil, apostando na variedade de portfólio como ferramenta de conquista de mercado. O Qin Plus, caso seja lançado, pode ocupar um espaço estratégico ao enfrentar tanto sedans médios tradicionais quanto compactos em versões mais equipadas.
Fonte: Motorshow e Automaistv.


































