Chery Tiggo 7 Sport mostra que pacote importa mais que marca e expõe o novo padrão dos SUVs médios no Brasil
O Chery Tiggo 7 2026 deixou de ser apenas mais um SUV médio no catálogo nacional. O modelo fabricado em Goiás passou a representar um movimento maior, aquele em que espaço interno, tecnologia e percepção de valor decidiram o rumo da compra muito mais do que a etiqueta de preço. A linha 2026 reforça esse processo e ajuda a explicar por que o segmento mudou tanto em pouco tempo.
Enquanto rivais discutem posicionamento e reajustes, o Tiggo 7 manteve o preço, ampliou conteúdo e entregou um pacote que, na prática, pressiona concorrentes maiores e menores ao mesmo tempo. A estratégia fez efeito. Nos primeiros dez meses de 2025, foram quase trinta mil unidades emplacadas, números que ultrapassam até SUVs compactos consagrados.
Equipamentos que levantam o padrão do segmento

A evolução mais visível está no novo conjunto multimídia de 12,3 polegadas. A resolução melhora a interação e a conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay reduz atrito no uso diário. A segunda tela, também de 12,3 polegadas, cria um ambiente digital que poucos SUVs dessa faixa conseguem replicar.
Pontos fortes do pacote
- Seis airbags e controles eletrônicos completos
- Freio eletrônico com Auto Hold
- Banco do motorista com regulagem elétrica
- Faróis de LED e sensor de chuva
- Carregamento por indução e chave presencial
- Rodas de 18 polegadas
- Duas telas grandes, com funções independentes
Esse conjunto evidencia um movimento claro. O consumidor brasileiro valorizou experiência e recheio tecnológico. O Tiggo 7 entendeu cedo e explorou bem essa expectativa (veja a ficha técnica do Chery Tiggo 7 Sport 2026).
O que está por trás do desempenho e do consumo

O motor 1.5 turbo flex de 150 cv não impressiona pelos números absolutos, mas entrega eficiência coerente com a proposta. O câmbio CVT simula nove marchas e privilegia suavidade. Em números, acelera de zero a cem em 10,7 segundos e chega a 190 km por hora.
Com gasolina, o consumo de até 12,3 km por litro na estrada coloca o modelo na média do segmento. O tanque de 51 litros leva a autonomia a mais de seiscentos quilômetros, algo que pesa em viagens longas e no uso diário de quem depende do carro.
Espaço e comportamento que influenciam a compra


Com 4,50 metros de comprimento e entre eixos de 2,67 metros, o SUV oferece espaço real para cinco ocupantes. O porta malas de 525 litros vira diferencial imediato, especialmente entre famílias que priorizam bagagem, carrinhos de bebê ou rotina de viagens.
A suspensão traseira multilink é outro ponto que conversa diretamente com quem busca conforto. Ela reduz movimentos de carroceria e melhora estabilidade, principalmente em estrada. É uma escolha técnica que costuma aparecer apenas em SUVs mais caros.
Por que ele ganhou força no mercado

Manter preço enquanto entrega mais equipamentos cria um recado claro. A marca mira consumidores que migraram do compacto ao médio, mas não querem gastar como antes. Ao competir com modelos como Volkswagen Tera e Renault Kardian, o Tiggo 7 ocupou um espaço deixado por rivais que subiram de faixa.
Esse equilíbrio entre custo e entrega virou ativo valioso no cenário atual, em que preço de entrada subiu e o consumidor pesquisa mais do que nunca.


































