Chevrolet Onix Plus 2026 melhora consumo e chega a 18,5 km/l após resolver problemas

O Chevrolet Onix Plus 2026 recebe retoques visuais, novos equipamentos e melhorias no consumo, mas ainda carece de tecnologias avançadas de segurança e assistência ao motorista.
Publicado por em Chevrolet dia | Atualizado em
Chevrolet Onix Plus 2026 melhora consumo e chega a 18,5 km/l após resolver problemas

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O Chevrolet Onix Plus 2026 chega ao mercado brasileiro com uma estratégia de ajustes pontuais, focados em corrigir problemas que acompanham o sedã desde a segunda geração, lançada em 2019. As mudanças são discretas, mas visam melhorar a experiência do usuário em pontos críticos, como a altura dianteira e a iluminação noturna. O novo para-choque aumentou o ângulo de entrada para 18º e eliminou o antigo defletor de ar, que frequentemente se soltava, um incômodo recorrente entre proprietários.

Pontos Principais:

  • Chevrolet Onix Plus 2026 recebeu novo para-choque e faróis full-led.
  • Interior ganhou quadro digital de 8” e central multimídia de 11”.
  • Sedã continua sem recursos avançados de assistência ao motorista.
  • Motor 1.0 turbo caiu para 115 cv, mas manteve bom consumo em estrada.
  • Suspensão recalibrada trouxe mais conforto sem perder estabilidade.

Nas versões LTZ e Premier, os faróis agora são full-led, incluindo setas integradas às luzes diurnas e faróis de neblina em led, solução que resolve a crítica recorrente sobre a iluminação fraca. Na lateral, as rodas diamantadas de 16 polegadas dão mais sofisticação, embora a diferença em relação às calotas das versões de entrada ainda possa confundir. A traseira traz lanternas de led acinzentadas, alinhando-se ao estilo adotado no Tracker 2026.

O Onix Plus 2026 recebeu mudanças discretas, mas significativas. Novo para-choque elevou o ângulo de entrada e faróis full-led melhoraram a visibilidade noturna.
O Onix Plus 2026 recebeu mudanças discretas, mas significativas. Novo para-choque elevou o ângulo de entrada e faróis full-led melhoraram a visibilidade noturna.

O interior do Onix Plus Premier também evoluiu. A cabine agora conta com apliques em azul opaco e saídas de ar laranja, combinando com um quadro digital de 8 polegadas integrado a uma central multimídia de 11 polegadas. As versões de entrada mantêm instrumentos analógicos e tela de 8 polegadas, enquanto as superiores oferecem conectividade sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, carregador por indução (ainda pequeno para celulares maiores) e porta USB-C. Apesar disso, a usabilidade do quadro digital ainda gera limitações, como a ausência do conta-giros em certos modos.

Na segurança, o Onix Plus mantém seis airbags e monitor de ponto cego, mas continua devendo em recursos de assistência à condução. Concorrentes diretos já oferecem frenagem autônoma de emergência, assistente de faixa e piloto automático adaptativo, ausentes no modelo da Chevrolet. A partida remota do motor, antes na chave, agora só pode ser feita pelo aplicativo da marca, o que reduz redundâncias.

Outro ponto de atenção foi o banco dianteiro, que recebeu alterações internas para corrigir críticas sobre o suporte lombar, embora ainda mantenha dimensões estreitas e assento curto. Sob o capô, o motor 1.0 turbo de três cilindros passou por ajustes de potência, influenciados por legislações ambientais e tributárias. Depois de alcançar 121 cv, a unidade caiu para 115 cv, com torque preservado em 16,8 kgfm no etanol. A transmissão continua sendo automática de seis marchas.

A Chevrolet também investiu em durabilidade. A correia dentada banhada a óleo, que antes apresentava risco de liberar partículas ao ser usada com óleo incorreto, foi reforçada com fibras de vidro para evitar falhas graves de lubrificação. A vida útil segue estimada em 240 mil km, com garantia estendida. Esse reforço busca preservar a confiabilidade, já que falhas nessa peça poderiam comprometer tanto o motor quanto a bomba de vácuo do freio.

Nos testes, o Onix Plus Premier 2026 registrou desempenho ligeiramente inferior ao anterior, com aceleração de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos. No entanto, o consumo melhorou: 13,5 km/l na cidade e 18,5 km/l na estrada. A suspensão recebeu nova calibração, tornando o rodar mais confortável em vias urbanas, sem perder a firmeza na estrada. O isolamento acústico foi aprimorado, mas ainda há incômodo com o ruído do vento em velocidades de cruzeiro.

Fonte: Terra e QuatroRodas.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.