Renault Duster 2027 é revelado com sistema híbrido e decreta fim do “patinho feio”
O Renault Duster 2027 foi revelado na Índia com novo conjunto híbrido, identidade visual própria e arquitetura compartilhada com o Boreal, sinalizando a próxima etapa da estratégia da marca para o mercado brasileiro. O SUV compacto retorna ao centro do jogo com promessa de eletrificação, porte maior e posicionamento acima do Kardian, mirando diretamente rivais como Hyundai Creta e Jeep Compass.

A apresentação marca a volta do Duster ao protagonismo em mercados emergentes e coloca o modelo como peça-chave do plano global da Renault fora da Europa. O desenho segue a base do Dacia Duster europeu, mas com leitura própria: grade com o nome por extenso, faróis mais estreitos, para-choques de linhas retas e lanternas traseiras interligadas, criando uma assinatura visual mais robusta e alinhada ao que hoje se espera de um SUV familiar com aspiração premium.
Por dentro, o ambiente repete a solução já vista no Boreal, com duas telas integradas em uma única moldura, sistema multimídia com serviços do Google nativos e comandos mais intuitivos para navegação, mídia e funções do veículo. A sensação é de um carro pensado para quem passa horas no trânsito urbano, mas exige conectividade plena e interface moderna, sem a frieza de um painel técnico.
A base estrutural é a plataforma RGMP, compartilhada com o Boreal, o que permite dividir custos de desenvolvimento, eletrônica embarcada e sistemas de assistência à condução. Essa decisão encurta o caminho para a produção regional e explica por que o Duster aparece cada vez mais como candidato natural a voltar ao Brasil em nova geração, agora com eletrificação.
No lançamento indiano, o modelo estreia com o conhecido 1.3 turbo a gasolina, entregando 163 cv e 28,5 kgfm, acoplado ao câmbio automatizado de dupla embreagem de 6 marchas. É o mesmo conjunto do Boreal, com respostas rápidas em retomadas e comportamento mais esportivo do que o histórico do Duster sugere.

A grande virada está na confirmação da versão HEV, híbrida plena. O sistema combina motor 1.8 aspirado, bateria de 1,4 kWh e transmissão de 8 marchas com dois motores elétricos integrados. Em outros mercados, essa arquitetura já trabalha na casa dos 160 cv, priorizando rodar urbano em modo elétrico e redução de consumo em tráfego pesado.
Conjuntos mecânicos anunciados
| Versão | Motor | Potência | Câmbio | Eletrificação |
|---|---|---|---|---|
| Turbo | 1.3 TCe | 163 cv | 6 marchas DCT | Não |
| Híbrida | 1.8 + elétricos | ≈160 cv | 8 marchas | HEV |
Embora a Renault ainda não tenha divulgado as medidas oficiais da versão indiana, o espelhamento com o Duster europeu indica comprimento próximo de 4,34 m e entre-eixos ao redor de 2,65 m, números que o colocam exatamente no espaço entre o Kardian e o Boreal. Na prática, isso significa mais estabilidade em estrada, melhor aproveitamento de espaço interno e porta-malas compatível com uso familiar, sem invadir o território dos SUVs médios maiores.
Durante a apresentação, o CEO global Fabrice Cambolive reforçou que o Duster faz parte da ofensiva da marca na América do Sul. No Brasil, executivos já confirmaram que o nome seguirá vivo no portfólio e que há planos concretos para a nova geração. Flagrantes de unidades camufladas em testes reforçam que o projeto está em fase avançada de validação local.

O contexto ajuda a entender o movimento. Com o Kardian ocupando a base e o Boreal assumindo a função de SUV médio moderno, faltava um modelo que unisse porte, robustez e preço intermediário. O Duster 2027 aparece como essa ponte, agora com a carta da eletrificação para enfrentar um mercado cada vez mais pressionado por eficiência energética e restrições ambientais.
O que muda na prática para o consumidor brasileiro
- Posicionamento entre Kardian e Boreal, com porte e preço intermediários.
- Opção híbrida, inédita na história do Duster no país.
- Interior conectado com serviços Google e telas integradas.
- Plataforma moderna, preparada para assistência à condução e atualizações de software.
Se a estratégia se confirmar, o Duster deixará de ser apenas o SUV robusto e acessível que marcou época e passará a disputar atenção como produto tecnológico, eletrificado e alinhado ao novo perfil do comprador brasileiro, que quer conforto, conectividade e custo de uso mais previsível sem abrir mão de presença e versatilidade no dia a dia.
| Versão | Novidades |
|---|---|
| Turbo 1.3 | Motor 1.3 turbo com 163 cv e 28,5 kgfm, câmbio DCT de 6 marchas, visual renovado com grade e faróis exclusivos |
| Híbrida HEV | Sistema híbrido com motor 1.8, bateria de 1,4 kWh, transmissão de 8 marchas e dois motores elétricos, foco em economia |
| Design e Exterior | Faróis redesenhados, grade com nome “Duster”, lanternas traseiras interligadas e para-choques atualizados |
| Interior e Conectividade | Painel com duas telas integradas, sistema multimídia com serviços Google, mais intuitivo e moderno |
| Plataforma RGMP | Arquitetura compartilhada com Boreal, permitindo sistemas de assistência e eletrônica atualizados |


































