O Chevrolet Tracker 2026 foi lançado em julho trazendo mudanças visuais, novos equipamentos e a estreia de uma série comemorativa. Produzido em São Caetano do Sul, o SUV compacto atualizou o design da dianteira, que agora tem faróis divididos em dois segmentos e grade remodelada, inspirada em modelos como a Montana. Essa alteração deixou a linha mais moderna e alinhada com a linguagem global da marca.
A cabine ganhou um dos principais avanços da geração. Todas as versões passam a contar com o cockpit digital da Chevrolet, que reúne quadro de instrumentos de 8 polegadas e central multimídia de 11 polegadas em uma mesma moldura, voltada para o motorista. O recurso, já visto em veículos como a Spin, amplia a conectividade com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, e se soma a equipamentos como carregador por indução e chave presencial.
Entre as versões, a LT se destaca como a mais procurada, mesmo trazendo soluções simples em alguns pontos. As rodas de aço aro 17 com calotas, por exemplo, disfarçam a ausência de liga leve, enquanto bancos têm ajuste manual e revestimento em tecido. O painel combina plástico rígido com áreas em couro sintético, oferecendo acabamento intermediário, mas com reforço em tecnologia embarcada.
A lista de equipamentos de série inclui ar-condicionado digital, câmera de ré, sensores de estacionamento, três portas USB (incluindo tipo-C), além de uma porta 12V. Em segurança, o modelo oferece seis airbags, controles eletrônicos de tração e estabilidade, alerta de colisão com frenagem automática, alerta de ponto cego e assistente de partida em rampa, reforçando sua competitividade no segmento.
O Tracker manteve as mesmas dimensões da linha anterior, com 4,30 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,62 m de altura e 2,57 m de entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 393 litros, número que o coloca em equilíbrio com concorrentes diretos como Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta. O espaço interno e a praticidade seguem sendo diferenciais importantes para quem busca um SUV compacto de uso urbano e familiar.
Sob o capô, o motor 1.0 turbo flex perdeu potência e agora gera 115 cv, frente aos 121 cv anteriores, com torque de até 18,9 kgfm no etanol. Ainda assim, o SUV ganhou em eficiência energética: segundo o Inmetro, registra médias de 8,1 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada com etanol, e 11,5 km/l e 13,8 km/l com gasolina. As versões mais caras utilizam o 1.2 turbo flex, que entrega desempenho superior e continua associado ao câmbio automático de seis marchas.
A gama do Tracker 2026 conta com cinco versões oficiais. Os preços partem de R$ 119.990 no 1.0 turbo automático, passam pela LT 1.2 turbo a R$ 154.090 e pela LTZ a R$ 169.490, chegam ao Premier por R$ 189.590 e culminam no RS de R$ 190.590. Além delas, a Chevrolet lançou a série especial 100 Anos, baseada no Premier e limitada a 1.000 unidades, em comemoração ao centenário da marca no Brasil.
Fonte: Chevrolet, AutoEsporte e Estadao.