Diego Arantes, preparador físico do Fluminense, morre aos 38 anos após lutar contra o câncer

Diego Arantes, preparador físico do Fluminense, morreu aos 38 anos nesta terça-feira (5) após enfrentar uma dura batalha contra o câncer nos últimos meses.
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A morte de Diego Arantes, preparador físico do Fluminense, nesta terça-feira (5), marca o fim de uma trajetória de doze anos dentro do clube carioca. Aos 38 anos, ele perdeu a luta contra um câncer, deixando um legado de trabalho discreto, mas profundamente valorizado por atletas e membros da comissão técnica. O clube comunicou oficialmente a perda, prestando homenagem à sua dedicação e influência silenciosa nos bastidores de momentos históricos.

Pontos Principais:

  • Diego Arantes morreu aos 38 anos após lutar contra um câncer.
  • Trabalhava no Fluminense há 12 anos, desde as categorias de base.
  • Esteve nas conquistas da Libertadores de 2023 e Recopa de 2024.
  • Foi homenageado por Thiago Silva em discurso no vestiário.
  • Mesmo doente, participou da viagem ao Mundial de Clubes nos EUA.

Diego começou sua carreira em Xerém, onde acompanhou a formação de jovens talentos nas categorias de base. Sua ascensão ao elenco profissional foi natural, sustentada por seu desempenho técnico e humano, características que o tornaram uma figura confiável e admirada internamente. Sua presença em momentos decisivos, como as campanhas da Libertadores de 2023 e da Recopa Sul-Americana de 2024, reforça o papel fundamental que desempenhava fora das quatro linhas.

Ele trabalhava no clube há 12 anos e começou sua trajetória em Xerém, nas categorias de base, até se firmar como figura importante no time principal - Foto: Marcelo Gonçalves/FFC
Ele trabalhava no clube há 12 anos e começou sua trajetória em Xerém, nas categorias de base, até se firmar como figura importante no time principal – Foto: Marcelo Gonçalves/FFC

Mesmo já doente, Arantes esteve presente com a delegação nos Estados Unidos durante a disputa do Mundial de Clubes. O carinho dos jogadores foi expresso publicamente, em especial por Thiago Silva, que, em um discurso no vestiário, reconheceu a força e a inspiração transmitidas por Diego no dia a dia. O vídeo da homenagem, compartilhado nas redes sociais, sintetiza o impacto emocional do preparador no ambiente do clube.

“Essa é a nossa maior vitória”, declarou Thiago Silva, emocionado, diante da equipe. A fala do capitão ilustra o vínculo pessoal que Diego construiu com o elenco. Ele não era apenas um preparador físico — era um companheiro de batalha, alguém cuja resistência e serenidade diante da doença foram exemplo de dignidade profissional e humana.

No comunicado oficial, o Fluminense descreveu Diego como “profissional dedicado e muito querido por todos”. A nota destaca a bravura com que enfrentou a doença e a importância de sua atuação ao longo dos anos. A escolha de palavras no texto do clube denota a profundidade do respeito e afeto que ele cultivou entre colegas, dirigentes e jogadores.

Poucos profissionais da área física conseguem se tornar tão reconhecidos internamente como Diego Arantes. Sua história no clube representa a base de sustentação invisível que permite ao futebol de alto rendimento acontecer. Não à toa, mesmo afastado por motivos de saúde, sua ligação com o elenco jamais foi rompida — ele continuou sendo lembrado e celebrado.

A trajetória de Diego deixa uma marca que vai além das estatísticas ou dos troféus. Ele representa o perfil de funcionário cuja presença muda o ambiente, e cuja ausência será sentida por muito tempo. Em um meio onde os holofotes raramente iluminam os bastidores, Diego Arantes deixa uma memória coletiva de dedicação, humanidade e respeito.

Fonte: Fluminense.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.