Fiat confirma 5 lançamentos no Brasil até 2030 e aposta em SUV de 7 lugares

A Fiat anunciou investimento de R$ 30 bilhões e cinco novos carros até 2030 no Brasil, incluindo o Grande Panda, Fastback G2, SUV de sete lugares, nova Toro e Strada de terceira geração.
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Fiat confirma 5 lançamentos no Brasil até 2030 e aposta em SUV de 7 lugares

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A Fiat anunciou em evento na Itália um plano robusto para o Brasil que prevê o lançamento de cinco novos modelos entre 2026 e 2030. O movimento está inserido no pacote de R$ 30 bilhões que a marca direcionou ao país e reflete a estratégia da Stellantis de consolidar sua posição no mercado nacional, combinando acessibilidade, novas tecnologias e maior foco em segurança.

Pontos Principais:

  • Fiat investirá R$ 30 bilhões e lançará cinco modelos até 2030 no Brasil.
  • Grande Panda será produzido em Betim e substituirá Mobi e Argo.
  • SUV inédito de sete lugares será derivado do Citroën Aircross.
  • Novo Fastback, Toro híbrida e Strada de terceira geração completam o plano.

O primeiro modelo a desembarcar será o Grande Panda, previsto para 2026. Produzido em Betim, Minas Gerais, ele substitui de uma só vez Mobi e Argo, dois dos hatches compactos mais acessíveis da marca. Inspirado na plataforma do Citroën C3, o carro terá motor 1.0 Firefly de 75 cv em versões de entrada e poderá contar com opções híbridas leves, adotando a mesma solução já presente em Pulse, Fastback e nos Peugeot 208 e 2008.

O primeiro lançamento da Fiat será o Grande Panda, previsto para 2026, que substituirá de uma só vez os modelos Mobi e Argo, trazendo versões híbridas leves.
O primeiro lançamento da Fiat será o Grande Panda, previsto para 2026, que substituirá de uma só vez os modelos Mobi e Argo, trazendo versões híbridas leves.

O segundo produto do cronograma é um SUV inédito de sete lugares, conhecido pelo projeto F2U. Derivado do Citroën Aircross, ele terá dimensões próximas às do Jeep Compass, com 4,40 metros de comprimento e 2,68 m de entre-eixos. Voltado a famílias, deve ocupar um espaço acima de Pulse e Fastback e chegar com motor 1.0 turbo híbrido leve, câmbio CVT e proposta de preço competitivo frente à Chevrolet Spin.

Em paralelo, a Fiat também prepara a segunda geração do Fastback, que aproveitará a base do Citroën Basalt. O SUV cupê deve manter a estética de teto inclinado, mas ganhará melhorias em acabamento e recursos tecnológicos. A motorização deverá continuar sendo o 1.0 turbo flex híbrido leve, já introduzido na linha atual. Produzido igualmente em Betim, o modelo reforça a aposta da marca em veículos com apelo esportivo e eficiência energética.

Outro destaque do pacote é a nova Toro, que migrará para a plataforma STLA Medium, mesma do futuro Jeep Compass. A picape intermediária deve estrear por volta de 2027, com propulsão híbrida composta por motor 1.3 turbo e dois motores elétricos, sendo um deles integrado ao câmbio de dupla embreagem. A ideia é tornar a Toro a primeira picape híbrida do grupo Stellantis no Brasil, ampliando a oferta em um segmento cada vez mais competitivo.

Fechando o ciclo, a terceira geração da Strada será lançada no fim da década. A picape compacta mais vendida do país passará para a plataforma STLA Small e poderá ganhar sistema híbrido leve de 12V. Suas dimensões devem crescer em relação ao modelo atual, mantendo opções de cabine simples, estendida e dupla, preservando assim a versatilidade que a consolidou como líder do mercado.

Todos os projetos se apoiam na plataforma Smart Car, uma variação da CMP, com foco em custo reduzido de produção. A estratégia visa padronizar soluções para diferentes modelos, sem abrir mão de oferecer equipamentos modernos e maior proteção. Ainda em discussão está a manutenção dos nomes tradicionais ou a adoção de novas designações, decisão que a Fiat avalia de acordo com a aceitação do público.

O plano confirma a intenção da Fiat de ocupar faixas variadas do mercado, desde hatches compactos até picapes médias, passando por SUVs familiares e modelos de apelo esportivo. A combinação de nacionalização da produção, eletrificação gradual e uso de arquiteturas globais reforça o papel estratégico do Brasil dentro da Stellantis até 2030.

Fonte: Vrum, Terra e AutoEsporte.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.