Fluminense revela por que não comprou 100% dos direitos de Jhon Arias
Durante a entrevista de despedida de Jhon Arias, o presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, abordou um tema recorrente entre os torcedores: o motivo pelo qual o clube não adquiriu a totalidade dos direitos econômicos do jogador. Em tom direto, o dirigente revelou que a decisão não passou pelo Flu, mas sim pelo Patriotas, da Colômbia, que detinha 50% do passe.
Pontos Principais:
- Fluminense vendeu 90% dos direitos de Arias por € 22 milhões.
- Patriotas recusou vender sua parte e ficará com € 6 milhões.
- Venda incluiu € 17 milhões fixos e € 5 milhões em bônus por metas.
- Mário Bittencourt explicou que clube colombiano sempre resistiu à venda integral.
- Arias se despediu com 55 assistências, segundo maior número do século no Flu.
Segundo Mário, o Patriotas nunca demonstrou interesse em negociar sua metade. O clube colombiano via em Arias um ativo de valorização futura, mesmo sem capacidade de segurá-lo no elenco. A postura firme do time sul-americano, com dificuldades financeiras e estrutura modesta, foi manter parte dos direitos com a expectativa de lucrar com uma venda futura para o exterior.
Esse cenário se confirmou na negociação com o Wolverhampton, da Inglaterra. O Fluminense vendeu 90% dos direitos do jogador por 22 milhões de euros. Desse montante, 17 milhões foram fixos e 5 milhões condicionados a metas de desempenho do atleta no novo clube. Os 10% restantes seguem divididos entre as partes envolvidas, com o Patriotas garantindo um retorno de 6 milhões de euros (R$ 49 milhões) pela sua fatia.
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A operação internacional reforça o padrão do mercado sul-americano, onde clubes formadores preferem manter porcentagens de atletas promissores, na esperança de futuras transferências rentáveis. No caso de Arias, o planejamento deu certo: valorizado no futebol brasileiro, ele saiu pela maior venda do Fluminense desde Gerson, em 2016.
O atleta colombiano se destacou com a camisa tricolor desde sua chegada em 2021, vindo do Independiente Santa Fe. Apesar de ter desembarcado sem muito alarde, rapidamente se tornou peça essencial do elenco, acumulando números expressivos, como 55 assistências, o segundo maior número do século no clube.
A despedida de Arias foi marcada por emoção e sinceridade. Mário exaltou o profissionalismo do jogador e reiterou que, apesar do clube carioca ter vendido apenas 90% de seus direitos, fez o possível dentro da realidade do negócio. Para o Fluminense, os 11 milhões de euros fixos recebidos (R$ 71 milhões) representam alívio financeiro em um momento de reestruturação esportiva.
O caso ainda revela as complexidades das negociações internacionais. Clubes brasileiros, mesmo em posições de destaque, seguem enfrentando resistências e limitações nas tratativas com agremiações estrangeiras que visam maximizar receitas a longo prazo. O exemplo do Patriotas expõe essa realidade, na qual a estratégia de não vender tudo de imediato se mostrou lucrativa.
Sem forçar qualquer narrativa emocional, Mário deixou claro que o clube respeita as decisões comerciais dos parceiros. Ainda assim, a venda de Arias deixa a torcida com um misto de gratidão e frustração: pela saída de um dos pilares do elenco e pela sensação de que o controle total sobre o jogador nunca esteve, de fato, nas mãos do Tricolor.


































