BYD que se cuide! Esse novo Geely de R$ 120 mil promete muito mais que o Dolphin Mini
Pontos Principais:
- Geely EX2 fechou 2025 entre os dez elétricos mais vendidos e rompeu o domínio isolado da BYD no segmento de entrada.
- O bom desempenho em emplacamentos mostrou que há espaço para disputa real entre chinesas no mercado de elétricos urbanos.
- Preço competitivo e foco em uso intenso, como táxi e aplicativo, colocaram o modelo no radar de quem busca custo por quilômetro baixo.
- A chegada do EX2 força a BYD a defender sua liderança e tende a influenciar preços, ofertas e lançamentos em 2026.
O Geely EX2 emplacou mais de 1.500 unidades em dezembro de 2025 e já entrou no top 10 dos elétricos mais vendidos do país, tornando-se a primeira ameaça concreta ao domínio da BYD no segmento de EVs acessíveis.
Em apenas dois meses completos de vendas, o modelo chinês mostrou que existe espaço para disputar o território que parecia consolidado entre Dolphin e Dolphin Mini, abrindo uma nova fase na briga pelos compradores urbanos, frotistas, taxistas e motoristas de aplicativo.
⚡ O cenário que favoreceu o EX2

O mercado brasileiro de elétricos avançou 29,58% em 2025, segundo a Fenabrave, ritmo menor que o dos híbridos, mas ainda expressivo frente ao crescimento geral de 2,58%. Mesmo assim, várias marcas deram um passo atrás nos lançamentos 100% elétricos. Audi, BMW e Volvo priorizaram combustão e híbridos, enquanto a GWM praticamente congelou a agenda de EVs.
Nesse vácuo, o EX2 apareceu com a fórmula que o consumidor já entendeu: preço competitivo, porte urbano e custo operacional baixo. Com valor inicial de R$ 120 mil, ele se posiciona exatamente onde a decisão de compra deixa de ser ideológica e passa a ser financeira.
🚗 Por que ele incomoda a BYD

A BYD construiu sua liderança com volume, rede e preços agressivos. O Dolphin Mini virou o elétrico mais vendido do país em 2025, com 32.483 unidades. O Dolphin tradicional também manteve presença forte, acima de 15 mil emplacamentos. Até agora, nenhum concorrente havia conseguido chegar perto desse patamar.
O EX2 não derruba a liderança, mas rompe uma barreira simbólica: mostra que é possível disputar cliente por cliente nesse mesmo patamar de preço, uso urbano e custo por quilômetro. Não é um carro de nicho nem de vitrine, é um produto pensado para rodar o dia inteiro e fechar a conta no fim do mês.
💰 Números que explicam a disputa
| Modelo | Vendas 2025 | Preço inicial |
|---|---|---|
| BYD Dolphin Mini | 32.483 | Não informado no texto |
| BYD Dolphin | 15.237 | Não informado no texto |
| Geely EX2 | 2.442 | R$ 120.000 |
| Volvo EX30 | 3.511 | Não informado no texto |
| GWM Ora 03 | 3.238 | Não informado no texto |
📊 A leitura do mercado
Para ter escala no Brasil, elétrico precisa cair no gosto de quem roda muito. É aí que entram taxistas e motoristas de aplicativo, público que já fez do Dolphin um fenômeno e começa a olhar o EX2 como alternativa real. Espaço interno, porte urbano e custo por quilômetro mais previsível pesam mais que design ou status.
O próprio ranking de 2025 mostra a força da BYD, com três modelos nas primeiras posições e 57.090 unidades vendidas no total. A Geely, que estreou no país apenas em meados do ano, já aparece em 3º lugar entre as marcas, com 3.370 emplacamentos, impulsionada diretamente pelo desempenho do EX2.
🔍 O que muda em 2026
O sucesso inicial do EX2 coloca pressão sobre as rivais e sinaliza que o consumidor brasileiro aceita elétrico “popular” desde que ele entregue o básico com preço honesto. Não é revolução tecnológica, é matemática: custo de aquisição, economia no dia a dia e valor de revenda.
A hegemonia da BYD segue sólida, mas, pela primeira vez, há um concorrente que joga o mesmo jogo, na mesma faixa de preço e com o mesmo foco de público. Em um mercado ainda em formação, isso pode ser o início de uma disputa mais apertada, com impacto direto em preços, volumes e estratégia das marcas chinesas no Brasil.


































