Geely aposta alto em sedã híbrido Galaxy A7 com autonomia de 2.100 km e lançamento marcado para 19 de junho
O lançamento do Geely Galaxy A7 marca mais um passo na estratégia chinesa de promover veículos híbridos com autonomia estendida. Com promessa de alcançar 2.100 km com um único tanque, o novo sedã reforça a tendência de ampliação do alcance em modelos eletrificados voltados ao mercado interno e externo. O veículo será apresentado oficialmente no próximo dia 19 de junho e posiciona a marca entre as que mais investem nesse tipo de tecnologia de propulsão no momento.
Pontos Principais:
- Geely Galaxy A7 será lançado na China no dia 19 de junho.
- Autonomia combinada chega a 2.100 km com tanque cheio e bateria carregada.
- Motor 1.5 aspirado atua como gerador para sistema elétrico principal.
- Consumo de até 50 km/l coloca o sedã entre os mais econômicos do mundo.
- Três tamanhos de rodas e três versões de acabamento disponíveis.
- Equipado com sistema de condução semiautônoma de nível 3 e IA da Qualcomm.
- Modelo deve competir com Chery A9L e o futuro Toyota Corolla PHEV.
As estimativas apontam para um consumo de até 50 km/l, sugerindo um tanque de aproximadamente 42 litros, além de um sistema elétrico que complementa a autonomia geral. Essa combinação permite, por exemplo, que o motorista percorra o trajeto entre São Paulo e Salvador sem reabastecimento, algo antes restrito a aviões comerciais ou longas viagens rodoviárias com múltiplas paradas.
O Geely Galaxy A7 chega ao mercado como um concorrente direto de outros sedãs híbridos chineses, como o Chery A9L, além de se aproximar de projetos como o Toyota Corolla PHEV. A meta é clara: redefinir os parâmetros da mobilidade eletrificada de longo alcance, com um modelo de grande porte, motor térmico eficiente e eletrônica embarcada para direção semiautônoma.
Motorização e autonomia

O Galaxy A7 é equipado com um motor a combustão 1.5 litro aspirado, que gera 111 cavalos de potência e torque de 13,8 kgfm. Esse propulsor opera principalmente como gerador, alimentando a bateria de lítio e o motor elétrico responsável pela tração. A estratégia técnica é centrada no desempenho energético do sistema híbrido, que prioriza o uso do motor elétrico na maior parte do tempo.
Esse conjunto garante uma autonomia total de 2.100 km, um marco que até pouco tempo era considerado inalcançável em veículos de passeio. O consumo anunciado é de 50 km/l, o que representa uma otimização energética significativa, tanto em relação ao combustível quanto à bateria. O sedã opera dentro de uma lógica de eficiência por meio de gerenciamento inteligente entre os dois motores.
A capacidade da bateria e a configuração do sistema elétrico ainda não foram detalhadas pela fabricante. No entanto, o uso da arquitetura eletrificada com foco em autonomia deixa claro que o Galaxy A7 pretende competir com as propostas mais avançadas da indústria, tanto no mercado interno chinês quanto em futuras exportações.
Design, medidas e versões

Com 4,918 metros de comprimento, 1,905 metro de largura e 1,495 metro de altura, o Galaxy A7 possui dimensões que o posicionam entre os maiores sedãs médios disponíveis no mercado. A distância entre eixos é de 2,845 metros, o que sugere amplo espaço interno, especialmente no banco traseiro, em linha com o padrão chinês de conforto para passageiros.
O modelo terá três opções de rodas: 17, 18 e 19 polegadas, a depender da versão. A Geely confirmou que o A7 será oferecido em três níveis de acabamento, mas ainda não detalhou os nomes nem os equipamentos específicos de cada um. O posicionamento deve colocá-lo no topo da gama da série Galaxy, possivelmente acima de outros sedãs já comercializados pela marca.
Visualmente, o carro apresenta perfil aerodinâmico, com linhas que remetem a modelos executivos. As semelhanças com o Chery A9L não são apenas de proposta, mas também de proporções e filosofia de projeto. A marca não comentou sobre o volume de porta-malas ou detalhes internos, mas espera-se um pacote completo de conforto e conectividade.
Tecnologia embarcada

O Geely Galaxy A7 será equipado com uma central de controle baseada em processadores da Qualcomm, voltada tanto para a inteligência artificial quanto para a condução semiautônoma de nível 3. Isso significa que o veículo será capaz de realizar diversas tarefas de forma autônoma, como mudança de faixa, aceleração e frenagem, sob determinadas condições de tráfego.
A fabricante não divulgou detalhes sobre o painel, mas é esperado um conjunto digital completo, com painéis de instrumentos e multimídia integrados, além de conectividade com smartphones. A integração entre os sistemas de navegação, controle climático e gerenciamento de bateria tende a ser um dos diferenciais da linha Galaxy.
Além disso, os sistemas de segurança ativa devem incluir assistentes de permanência em faixa, controle de cruzeiro adaptativo, sensores de ponto cego e frenagem autônoma de emergência. Todos esses recursos devem estar presentes ao menos nas versões mais completas, seguindo o padrão de tecnologia que a Geely vem implementando em seus veículos premium.
Mercado e concorrência

O Galaxy A7 será um dos modelos mais caros da Geely no segmento de sedãs, com preço ainda não divulgado oficialmente. A expectativa é que o valor seja semelhante ao do Chery A9L, que também aposta em autonomia elevada e foco em eletrificação. A Geely pretende usar o modelo como vitrine tecnológica da marca, concentrando nele os avanços de motorização híbrida e eletrônica embarcada.
O cenário chinês já conta com propostas de grande autonomia de outras montadoras, como BYD e Toyota. Fora da China, a tendência ainda não se firmou entre os sedãs, sendo mais comum nos modelos elétricos puros. No entanto, a introdução de veículos com mais de 2.000 km de alcance pode mudar essa dinâmica, inclusive pressionando mercados como o europeu e o norte-americano.
A presença de modelos como o Galaxy A7 também sugere uma nova fase na indústria automotiva global, onde o foco deixa de ser apenas o desempenho e passa a contemplar a eficiência energética em longas distâncias. O sedã da Geely se insere nesse contexto com a promessa de redefinir o papel dos híbridos em viagens extensas e operações urbanas de longo alcance.
Fonte: Carnewschina, UOL e Noticiasautomotivas.


































