GWM Haval H9 chega ao Brasil com motor a diesel, 7 lugares e garantia de 10 anos

O GWM Haval H9 estreia no Brasil por R$ 319 mil, com motor turbodiesel, sete lugares, pacote tecnológico amplo, suspensão robusta, bom desempenho fora de estrada e garantia de 10 anos.
Publicado por em GWM dia
GWM Haval H9 chega ao Brasil com motor a diesel, 7 lugares e garantia de 10 anos

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O GWM Haval H9 estreia no Brasil em versão única, a Exclusive TD480, e busca se posicionar em um segmento tradicionalmente dominado por modelos japoneses como Toyota SW4 e Mitsubishi Pajero. O SUV de sete lugares chega com preço de R$ 319 mil e a promessa de aliar robustez de construção a um pacote de tecnologia abrangente, somado a uma garantia de fábrica de 10 anos, fator que reforça a aposta da marca chinesa em conquistar espaço no mercado nacional.

Pontos Principais:

  • GWM Haval H9 estreia no Brasil em versão única com preço de R$ 319.000.
  • SUV traz motor 2.4 turbodiesel de 184 cv e câmbio automático de 9 marchas.
  • Garantia de fábrica de 10 anos e pacote tecnológico abrangente.
  • Interior com bancos elétricos, massagem, ventilação e central multimídia de 14,6 pol.
  • Capacidades off-road: 31° de entrada, 25° de saída e imersão de até 800 mm.

Com 4,95 metros de comprimento, 2,85 m de entre-eixos, 1,93 m de altura e 1,976 m de largura, o utilitário exibe dimensões avantajadas e capacidade para encarar trajetos desafiadores. Os ângulos de entrada e saída de 31° e 25°, além da aptidão para atravessar até 800 mm de água, reforçam seu perfil fora de estrada. O porta-malas varia entre 88 e 791 litros, dependendo da configuração, e o tanque de 78 litros amplia a autonomia em viagens.

SUV de sete lugares estreia no Brasil com proposta robusta e interior refinado, custando R$ 319 mil e com garantia de fábrica de 10 anos.
SUV de sete lugares estreia no Brasil com proposta robusta e interior refinado, custando R$ 319 mil e com garantia de fábrica de 10 anos.

O conjunto mecânico é compartilhado com a picape Poer, trazendo motor 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,9 kgf·m de torque, associado a um câmbio automático de nove marchas. A tração pode ser ajustada entre 4×2, 4×4 High e 4×4 Low, com sete modos de condução. O consumo aferido pelo Inmetro registra 9,1 km/l em ciclo urbano e 10,4 km/l em rodovias. O peso elevado de 2.525 kg impacta a performance, limitando a aceleração de 0 a 100 km/h a 13 segundos.

Apesar da robustez, o modelo não abre mão de soluções que aprimoram a dirigibilidade. Além dos bloqueios de diferencial, há um sistema que reduz o raio de giro em até 1,5 metro, recurso útil em manobras. A suspensão dianteira é independente, enquanto a traseira traz eixo rígido com cinco braços, ambas com molas helicoidais. Em testes realizados em estradas encharcadas do Rio Grande do Sul, o H9 demonstrou agilidade no fora de estrada e bom isolamento de impactos, ainda que as retomadas revelem limitações impostas pelo peso.

No interior, o nível de equipamentos é condizente com sua proposta. Os bancos dianteiros oferecem ajustes elétricos, massagem, ventilação e aquecimento. A segunda fileira pode ser ajustada longitudinalmente e conta com saídas de ar, assim como a terceira. O teto solar panorâmico amplia a sensação de espaço, enquanto vidros duplos colaboram para o isolamento acústico. O painel é dominado por uma central multimídia de 14,6 polegadas compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de freio de estacionamento eletromecânico.

Outro destaque tecnológico é o sistema de frenagem integrada IBC, que promete respostas mais rápidas e precisas em comparação ao sistema convencional. A lista de itens reforça a estratégia da GWM de posicionar o Haval H9 não apenas como um utilitário robusto, mas também como uma opção tecnológica frente a rivais de maior tradição.

O modelo já registrou boa receptividade: em apenas sete horas após o anúncio oficial, foram vendidas 600 unidades no Brasil. Além disso, a marca confirmou que em breve o SUV passará a ser montado na fábrica de Iracemápolis (SP), reforçando o compromisso de longo prazo no país. Essa decisão pode reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade frente aos concorrentes diretos, que já contam com produção nacional consolidada.

Fonte: Terra e Autoo.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.