Desde os bastidores estratégicos até o ronco prometido nas pistas, a GWM audaciosamente transita de fabricante de SUVs para desafiar o top do superesporte. Aos 35 anos, a marca chinesa estruturou um “Ultra Luxury Vehicle Business Group” e recrutou veteranos globais em design e engenharia para liderar o projeto – um indício claro de que trata-se de algo mais do que um simples laboratório conceitual.
As primeiras pistas surgiram em 2025, quando durante um ensaio fotográfico que marcava o aniversário da empresa, um veículo com desenho baixo e larga silhueta chamou atenção. A partir daí, executivos confirmaram: será o “primeiro verdadeiro esportivo da China”, com traços inspirados na Ferrari SF90. A expectativa é que o conjunto mecânico combine um V8 4.0 biturbo a um propulsor elétrico em configuração híbrida plug-in, gerando cerca de 1.000 cv, acelerando de 0 a 100 km/h em menos de três segundos e ultrapassando 350 km/h de velocidade máxima.
O ponto de fascínio — e de risco — recai sobre o preço projetado: 2 milhões de yuans, equivalente a aproximadamente US$ 280 mil, praticamente metade do valor de uma Ferrari SF90 no mercado chinês. É uma proposta agressiva, que visa entregar desempenho de elite sem abrir mão de competitividade. A GWM aposta no controle rígido de custos, uso de materiais avançados e eficiência estratégica para tornar viável um pacote de alta performance a preço surpreendente.
Se confirmada, a estratégia causará impacto direto na imagem da marca, sobretudo no Brasil, onde a GWM já atua com linhas como Haval, Ora e Tank. Não há confirmação de chegada ao país, mas o simbolismo já é forte: a fabricante deixa de ser percebida apenas como produtora de SUVs e picapes para entrar num território simbólico de prestígio, impondo-se como rival conceitual das grandes casas europeias.
Essa ambição não surge isolada. A indústria automotiva chinesa já investe pesado em segmentos ultraexigentes, com nomes como BYD Yangwang U9 ou Xiaomi SU7 Ultra sinalizando um movimento de elevação tecnológica. O supercarro da GWM entra nesse jogo para afirmar: o avanço local não quer mais rivalizar só por preço ou volume — quer disputar em status, desempenho e inovação.
Em uma era na qual imagem e simbolismo são quase tão decisivos quanto especificações técnicas, o projeto superesportivo da GWM pode redefinir ambições. Se chegar ao Brasil, pode não ser apenas um carro — mas um manifesto de poder e know-how automotivo.
Fonte: Carnewschina, Noticiasautomotivas e UOL.