O Jeep Cherokee 2026 foi oficialmente revelado nos Estados Unidos, marcando a estreia de uma nova geração que chega no fim de 2025 com importantes mudanças no conjunto mecânico e no design. O modelo passa a adotar a plataforma STLA Large, desenvolvida pela Stellantis, e se transforma no primeiro Cherokee híbrido oferecido no mercado americano.
Sob o capô, a novidade traz um conjunto formado por um motor 1.6 turbo de quatro cilindros, capaz de entregar 179 cv e 30,59 kgfm de torque, auxiliado por dois motores elétricos ligados a uma bateria de 1,08 kWh. No total, são 213 cv e 31,81 kgfm, com a promessa de entrega de torque antecipada em relação ao antigo motor 2.4 a gasolina. O resultado é um consumo eficiente, com médias divulgadas pela Stellantis de 17,8 km/l em ciclo urbano, 14 km/l na estrada e 15,7 km/l no combinado.
A transmissão escolhida é do tipo CVT, que envia força para as quatro rodas, mas pode desconectar o eixo traseiro quando o objetivo é reduzir o gasto de combustível. Segundo a fabricante, o desempenho foi equilibrado para unir potência e economia, de olho na concorrência de SUVs híbridos como Toyota RAV4, Hyundai Tucson e Kia Sportage.
No visual, o Cherokee 2026 segue a linha inaugurada pelo Compass, com linhas retas acima dos faróis, grade frontal larga e elementos verticais que integram faróis e para-choque elevado. A grande novidade está na traseira, que exibe lanternas retangulares de proporções generosas, porta-malas com nicho centralizado para a placa e um desenho mais limpo no para-choque. As rodas variam entre 17 e 20 polegadas, reforçando o perfil robusto.
As dimensões também chamam atenção. Com 4,77 metros de comprimento, 2,12 m de largura, 1,71 m de altura e 2,87 m de entre-eixos, o novo Cherokee cresceu, ficando apenas 1 cm maior que o Commander, mas com entre-eixos 8 cm mais longo. O porta-malas ganhou 30% de capacidade, chegando a 992 litros, ou 1.934 litros com os bancos rebatidos. Em contrapartida, o espaço para as pernas na segunda fileira foi reduzido de 1.023 mm para 977 mm, uma mudança que reflete escolhas de engenharia focadas no bagageiro.
No interior, a marca buscou modernizar sem perder a praticidade. A cabine traz central multimídia de 12,5’’ com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de painel digital de 10’’. O ar-condicionado mantém controles físicos, mas de forma mais discreta, alinhados a um console central redesenhado, que inclui seletor de marchas rotativo e interruptor para modos de condução como Auto, Sport, Snow e Sand/Mud.
Entre os equipamentos, destacam-se bancos dianteiros ventilados e aquecidos, assentos traseiros também aquecidos, teto solar panorâmico, porta-malas elétrico, som premium Alpine e sistemas de segurança avançados. Há frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas, assistente de centralização de faixa, piloto automático adaptativo, monitor de ponto cego e, como opcionais, câmeras 360º e retrovisor interno por câmera.
As primeiras versões a chegar ao mercado americano serão a Limited e a Overland, ainda em 2025. As versões mais baratas só estarão disponíveis a partir de 2026. O preço inicial foi fixado em US$ 36.995, algo próximo a R$ 200.512, posicionando o Cherokee em faixa competitiva dentro do segmento de SUVs médios híbridos, onde disputará espaço com rivais já estabelecidos.
Fonte: Stellantisnorthamerica.