Jeep supera 11 mil vendas em setembro e consolida força em mercado acirrado
Em um mercado de SUVs cada vez mais fragmentado e competitivo, a Jeep fez de setembro um marco em 2025: foram 11.540 unidades emplacadas, o melhor resultado mensal da marca no ano até agora. Esse desempenho reforça o instinto de sobrevivência da marca num cenário onde consumismo consciente e inovações tecnológicas dividem atenção.
Pontos Principais:
- Jeep atinge 11.540 emplacamentos em setembro, seu recorde mensal em 2025.
- Compass lidera com +20% de crescimento no ano e 5.291 unidades vendidas no mês.
- Renegade e Commander também têm seus melhores meses, consolidando trio forte.
- Competição se acirra: Corolla Cross supera o Compass em médias até junho.
- Grand Cherokee 4xe registra vendas baixas apesar de proposta premium.
- Ajustes de preços e potência frente a normas ambientais influenciam decisões.
O protagonista deste salto é o Jeep Compass. Com 5.291 unidades vendidas em setembro, o modelo não apenas entrega um dos seus melhores meses do ano, mas acumula 42.477 vendas no ano — o que representa um crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2024. Tais números reafirmam seu peso no portfólio e explicam por que o Compass continua sendo referência para muitos compradores.

Mas não foi só ele que brilhou. O Jeep Renegade, ícone entre os SUVs compactos, teve 4.547 emplacamentos no mês — seu melhor desempenho em 2025. Já o Jeep Commander, com 1.643 unidades vendidas, também bateu seu recorde mensal e ultrapassou a marca de 11 mil unidades vendidas no ano. O trio, todos fabricados na planta de Goiana (PE), revela a consistência regional da Jeep como polo produtivo.
Ainda que impressionantes, esses resultados ocorrem num momento de desafio. No primeiro semestre, por exemplo, a Jeep registrou crescimento de apenas 3,3% no mercado brasileiro frente a 2024. Nesse período, o Compass já liderava com alta expressiva, enquanto o Commander aumentou cerca de 2%. E mesmo com o avanço, o Toyota Corolla Cross ultrapassou o Compass no segmento de SUVs médios, somando 30.090 unidades contra 27.531 até junho de 2025.
A equação não para por aí. Modelos de luxo da marca enfrentam resistências — o Grand Cherokee 4xe, um plug-in híbrido de ponta, vendeu apenas 36 unidades até meados de 2025, número modesto frente ao porte e preço elevado do modelo. O mercado de luxo exige mais do que fama de marca: pede valor agregado, rede de pós-venda eficiente e apelo tecnológico.
Outro ponto sensível: ajustes de produto. No começo do ano, a Jeep elevou preços entre R$ 3.000 e R$ 8.400 em sua linha nacionalizada, enquanto os motores turboflex perderam potência (de 185 para 176 cv) para atender às novas normas de emissões Proconve L8. Mudanças desse tipo impactam percepção e decisões de compra.
Por fim, cabe observar o campo promocional. Depois de quedas nas vendas em junho, especialmente do Compass e Renegade, a Jeep renovou campanhas agressivas — válidas apenas para varejo — para recuperar tração. A estratégia mostra que o caminho do crescimento dependerá de persistência em marketing, inovação e posicionamento firme frente a concorrentes novos e elétricos.
Fonte: Stellantis.


































