Mercedes Classe G é produzido há 46 anos e não perdeu o jeito bruto

De militar a símbolo de luxo, o Classe G cruza 600 mil unidades produzidas, sem abrir mão do visual clássico e da robustez que o consagrou.
Publicado por em Mercedes dia

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O Mercedes Classe G acabou de cruzar a marca de 600 mil unidades produzidas, e fez isso sem abrir mão daquilo que o tornou um mito sobre rodas. Nascido em 1979 como um veículo militar, o SUV da Mercedes evoluiu para um símbolo global de status, mas manteve a mesma silhueta quadrada e o mesmo espírito bruto que o consagrou. O exemplar que cravou o número histórico saiu de Graz, na Áustria, um G 580 com Tecnologia EQ, na cor preto ônix metálico — uma tradução literal de luxo e força.

Pontos Principais:

  • Mercedes Classe G alcança 600 mil unidades produzidas em Graz, na Áustria.
  • Modelo mantém elementos originais de 1979, como faróis redondos e estepe exposto.
  • Programa MANUFAKTUR oferece mais de 1 milhão de combinações de personalização.
  • Até 20 mil opções de pintura estão disponíveis desde 2024 para o Classe G.

Poucos carros conseguem atravessar quase meio século sem se render às tendências passageiras. O Classe G é um desses raros sobreviventes. O segredo não está apenas na estética quase imutável, mas na essência: tração integral, bloqueios de diferencial 100% e chassi de longarinas. Esses elementos, presentes desde o primeiro modelo, fazem dele mais do que um SUV caro — é uma máquina feita para enfrentar qualquer tipo de terreno, mesmo que a maioria dos exemplares viva entre ruas asfaltadas e estacionamentos de shopping.

O Mercedes Classe G cruza 600 mil unidades produzidas, mantendo visual e robustez que atravessam décadas e preservam seu DNA off-road desde 1979.
O Mercedes Classe G cruza 600 mil unidades produzidas, mantendo visual e robustez que atravessam décadas e preservam seu DNA off-road desde 1979.

Edições especiais pontuaram a história do Classe G, funcionando como marcos na linha do tempo. Em 2024, por exemplo, a Mercedes lançou a série STRONGER THAN THE 1980s para celebrar as 500 mil unidades, com visual inspirado no W 460 da primeira geração. Era uma ode ao passado, mas também um aceno a colecionadores dispostos a pagar caro por uma fatia da história automotiva. Agora, com 600 mil unidades no currículo, o carro reafirma sua vocação para o exclusivo.

A personalização é outro trunfo. Desde 2019, o programa MANUFAKTUR transformou o Classe G em um playground para quem quer um veículo realmente único. Hoje, mais de 90% dos compradores escolhem pelo menos um item exclusivo, e desde 2024, há até 20 mil opções de pintura disponíveis. É como se a Mercedes dissesse: se você vai gastar uma pequena fortuna em um SUV, ele tem que ser exatamente do seu jeito.

Apesar das mudanças tecnológicas, como a chegada da motorização elétrica no G 580 EQ, o Classe G segue fiel ao seu visual e proposta originais. Faróis redondos, estepe exposto na traseira e a porta com dobradiça lateral continuam lá, como lembranças de um tempo em que carros eram feitos para durar. Não é à toa que ele divide com o Classe S e o Classe E o posto de linha mais longeva da marca.

Ao atingir o marco de 600 mil unidades, o Classe G não apenas reafirma seu status como ícone, mas também prova que tradição e inovação podem coexistir. Ele continua sendo um carro para poucos, mas com um apelo que atravessa gerações — seja nas trilhas enlameadas ou nas garagens mais caras do mundo.

Fonte: Mercedes.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.