Mitsubishi confirma retorno do Pajero: SUV terá base de Triton, motor híbrido e estreia ainda em janeiro com visual do Destinator
Pontos Principais:
- Mitsubishi divulga teaser do novo Pajero e confirma estreia global até o fim de 2026.
- Visual mais robusto, com linhas quadradas, capô alto e nova assinatura luminosa.
- Projeto deve compartilhar base com Triton e Pajero Sport, com produção na Tailândia.
- Motorização pode incluir opção diesel e conjunto híbrido plug-in com tração integral.
- Não há confirmação oficial sobre a volta do Pajero ao mercado brasileiro.
O teaser aparece no final do vídeo:
A Mitsubishi divulgou teaser do novo Pajero em 2 de janeiro de 2026 e reacendeu a dúvida: vem ao Brasil? Por enquanto, não há confirmação, mas a marca já sinaliza estreia até o fim de 2026.
O vídeo é daqueles que fazem o fã pausar e voltar, quadro a quadro, procurando respostas nas sombras. A imagem não entrega o carro por completo, mas entrega a intenção: o Pajero quer voltar com presença de verdade, com cara de SUV que não pede desculpa por ocupar espaço. O contorno sugere um desenho mais quadrado e parrudo, capô alto, para-brisa levemente inclinado e um para-choque que parece avançar como quem diz “cheguei”. Na assinatura de luz, a DRL em formato de “T” deitado vira pista clara de que a Mitsubishi quer um rosto marcante, fácil de reconhecer no retrovisor e nas fotos inevitáveis das redes.
O conjunto óptico, pelo que dá para perceber, aposta em faróis na vertical e próximos entre si, fugindo do olhar “esticado” que virou moda. É uma escolha que conversa com o imaginário do Pajero, mais pragmático, mais robusto, menos preocupado em parecer esportivo de shopping. E quando a forma muda, a mensagem também muda: a marca volta a acenar para quem sente falta de um SUV com postura de trilha, não só de asfalto.
Nos bastidores, a lógica de engenharia aparece com mais clareza do que o teaser admite. A própria matéria aponta que o novo Pajero deve dividir plataforma com a Triton e com o Pajero Sport, uma solução que reduz custo e acelera o projeto. É o tipo de decisão que costuma virar vantagem prática se for bem executada, porque base de picape e SUV grande, quando ajustada com capricho, geralmente entrega aquela sensação de carro “inteiro”, firme, pronto para aguentar tranco, buraco e estrada ruim sem pedir arrego.

A produção, segundo o que foi publicado, deve ficar concentrada na Tailândia, mercado onde a Mitsubishi tem músculo e tradição em veículos de perfil mais bruto. Esse detalhe importa porque costuma influenciar prazo, especificação e até a estratégia de exportação. Se a marca vai mesmo transformar o Pajero em produto global de novo, a Tailândia é um ponto de partida coerente.

Por dentro, a promessa segue o mesmo caminho: robustez como narrativa e espaço como argumento. O texto fala em cabine ampla e em uma central multimídia com software atualizado, além de uma lista generosa de itens de conforto e segurança, sem transformar o carro num show de telas por si só. A expectativa é que o apelo seja mais simples e mais direto: sentar, ajustar, dirigir e sentir que há material, ergonomia e posição de guiar compatíveis com um SUV que carrega nome pesado.
“O novo Pajero deve resgatar a essência de SUV grande e robusto que construiu sua fama ao longo dos anos, apostando em presença, resistência e identidade clara, sem tentar agradar todo mundo. Conhecido como Montero nos EUA, ele tende a voltar com visual alinhado ao Mitsubishi Destinator revelado recentemente, mais quadrado, imponente e com cara de carro feito para encarar estrada ruim sem medo.”
Na parte mecânica, a história fica ainda mais interessante, e também mais delicada, porque é aqui que o futuro do Pajero pode se dividir em públicos diferentes. Está citada a possibilidade de motor turbodiesel e também de conjunto eletrificado, com chance de aproveitar o sistema híbrido plug-in do Outlander. Se isso se confirmar, o Pajero pode ganhar dois discursos ao mesmo tempo: eficiência e rodagem elétrica em trechos urbanos de um lado, e tração integral com capacidade de encarar lama, pedra e costela de vaca do outro. O teaser não prova nada disso, mas a direção sugerida é clara, e a tração nas quatro rodas aparece como parte essencial do pacote.

A outra ponta dessa história é o calendário. A matéria fala em mais informações durante um salão em janeiro, em Tóquio, e em estreia prevista até o fim de 2026. Para quem acompanha o mercado brasileiro, o “e se vier?” sempre começa aí: quando a montadora decide dar cara, nome e data. Sem confirmação oficial para o Brasil, o Pajero fica naquele limbo típico de começo de projeto, em que o teaser serve para duas coisas ao mesmo tempo, medir reação e preparar terreno.
E é difícil não entender o barulho. O Pajero deixou um espaço afetivo e prático para muita gente, tanto pelo que representou fora de estrada quanto pelo que virou na cultura automotiva. Se a Mitsubishi acertar a mão no desenho e não diluir a proposta em excesso de maquiagem, o retorno pode ser mais do que nostalgia, pode ser um recado direto de que ainda existe público para SUV grande com cara de ferramenta, desde que ele entregue o que promete quando o asfalto acaba.


































