O Nissan GT-R R35 encerrou oficialmente sua trajetória em agosto de 2025, após 18 anos de produção ininterrupta. Fabricado na planta de Tochigi, no Japão, o modelo tornou-se um ícone mundial e referência em esportivos acessíveis em relação a rivais tradicionais, como o Porsche 911.
A última unidade montada foi um GT-R Premium T-Spec, pintado na cor Midnight Purple, que se tornaria um símbolo de despedida e de celebração para a marca. O evento reuniu funcionários e executivos, reforçando o impacto histórico do veículo.
Ivan Espinosa, presidente e CEO da Nissan, destacou que o fim da produção não representa o desaparecimento do nome GT-R, e que a empresa mantém planos de ressuscitar a sigla no futuro. Para ele, o modelo marcou gerações e consolidou a imagem esportiva da montadora.
Lançado no final de 2007, o R35 foi construído para ser a alternativa japonesa ao Porsche 911. Com a plataforma Premium Midship, motor dianteiro em posição central e tração integral, aliava performance extrema à possibilidade de uso cotidiano, inclusive com bancos traseiros no arranjo 2+2.
O motor V6 3.8 biturbo, código VR38DETT, tornou-se peça central no mito. Produzido artesanalmente por nove mestres especializados, cada unidade levava cerca de seis horas para ser finalizada. Essa atenção ao detalhe fez do propulsor um símbolo de engenharia de precisão.
Inicialmente, o superesportivo entregava 473 cv. Anos depois, com as evoluções técnicas, chegou a 562 cv, enquanto a versão Nismo atingiu 600 cv. Além da potência, o carro era reconhecido pela tração integral eficiente e pelo acerto dinâmico.
Nos Estados Unidos, o GT-R permaneceu em catálogo até o último ano-modelo, 2024, oferecido em quatro versões: Premium, Skyline Edition, T-Spec e Nismo. Os preços variavam de US$ 121.090 até US$ 221.090, refletindo a sofisticação das versões mais exclusivas, com direito a freios de carbono e ajustes de chassi dedicados.