Nissan GT-R R35 chega ao fim após 18 anos como ícone esportivo japonês; nome lendário poderá virar carro elétrico

O Nissan GT-R R35 encerra sua produção após 18 anos, deixando um legado que desafiou o Porsche 911 e marcou a indústria automotiva. O último exemplar, pintado em Midnight Purple, foi entregue no Japão.
Publicado por em Nissan dia | Atualizado em
Nissan GT-R R35 chega ao fim após 18 anos como ícone esportivo japonês; nome lendário poderá virar carro elétrico

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O Nissan GT-R R35 encerrou oficialmente sua trajetória em agosto de 2025, após 18 anos de produção ininterrupta. Fabricado na planta de Tochigi, no Japão, o modelo tornou-se um ícone mundial e referência em esportivos acessíveis em relação a rivais tradicionais, como o Porsche 911.

Pontos Principais:

  • Nissan encerra a produção do GT-R R35 após 18 anos de fabricação.
  • Última unidade, pintada em Midnight Purple, foi produzida no Japão.
  • Motor V6 3.8 biturbo artesanal foi destaque do modelo.
  • Desenvolvido para rivalizar o Porsche 911, virou ícone esportivo global.

A última unidade montada foi um GT-R Premium T-Spec, pintado na cor Midnight Purple, que se tornaria um símbolo de despedida e de celebração para a marca. O evento reuniu funcionários e executivos, reforçando o impacto histórico do veículo.

O Nissan GT-R R35 encerrou a produção em 2025, após 18 anos de história, consolidando sua imagem como um dos maiores esportivos japoneses da indústria automotiva.
O Nissan GT-R R35 encerrou a produção em 2025, após 18 anos de história, consolidando sua imagem como um dos maiores esportivos japoneses da indústria automotiva.

Ivan Espinosa, presidente e CEO da Nissan, destacou que o fim da produção não representa o desaparecimento do nome GT-R, e que a empresa mantém planos de ressuscitar a sigla no futuro. Para ele, o modelo marcou gerações e consolidou a imagem esportiva da montadora.

Lançado no final de 2007, o R35 foi construído para ser a alternativa japonesa ao Porsche 911. Com a plataforma Premium Midship, motor dianteiro em posição central e tração integral, aliava performance extrema à possibilidade de uso cotidiano, inclusive com bancos traseiros no arranjo 2+2.

A última unidade foi montada em Tochigi, no Japão, um GT-R Premium T-Spec na cor Midnight Purple, entregue a um cliente japonês como peça de coleção histórica.
A última unidade foi montada em Tochigi, no Japão, um GT-R Premium T-Spec na cor Midnight Purple, entregue a um cliente japonês como peça de coleção histórica.

O motor V6 3.8 biturbo, código VR38DETT, tornou-se peça central no mito. Produzido artesanalmente por nove mestres especializados, cada unidade levava cerca de seis horas para ser finalizada. Essa atenção ao detalhe fez do propulsor um símbolo de engenharia de precisão.

Inicialmente, o superesportivo entregava 473 cv. Anos depois, com as evoluções técnicas, chegou a 562 cv, enquanto a versão Nismo atingiu 600 cv. Além da potência, o carro era reconhecido pela tração integral eficiente e pelo acerto dinâmico.

Nos Estados Unidos, o GT-R permaneceu em catálogo até o último ano-modelo, 2024, oferecido em quatro versões: Premium, Skyline Edition, T-Spec e Nismo. Os preços variavam de US$ 121.090 até US$ 221.090, refletindo a sofisticação das versões mais exclusivas, com direito a freios de carbono e ajustes de chassi dedicados.

Fonte: Nissan e Wikipedia.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.