Nissan Sentra 2026 estreia com design agressivo, motor híbrido e promete desafiar Corolla e Civic
O Nissan Sentra 2026 surge como uma aposta estratégica da marca japonesa para recuperar espaço em um segmento cada vez mais competitivo e pressionado pela ascensão dos SUVs. A nova geração foi revelada inicialmente por registros oficiais na China, onde o modelo é vendido como Sylphy, mas já circula em testes no Brasil, antecipando sua chegada ao mercado local. Com visual renovado, mecânica atualizada e a promessa de tecnologia híbrida, o modelo busca atrair consumidores que até então se voltavam quase exclusivamente para Toyota Corolla e Honda Civic.
Pontos Principais:
- Novo design com dianteira redesenhada e traseira com lanterna única em peça contínua.
- Dimensões ampliadas: 4,65 m de comprimento, 1,82 m de largura e 1,44 m de altura.
- Duas motorizações: 1.6 aspirado de 135 cv e versão híbrida e-POWER de 136 cv.
- Interior deve ganhar telas maiores e pacote de assistências avançadas à condução.
- Concorrência direta com Toyota Corolla e Honda Civic, além do Chevrolet Cruze.
O design exterior recebeu mudanças profundas. A dianteira adota luzes diurnas de LED em formato mais delgado, integradas a uma grade em “V” mais compacta e elegante. O para-choque exibe cortes diagonais que reforçam a impressão de dinamismo. Na traseira, a grande novidade é a barra luminosa em peça única que atravessa toda a tampa do porta-malas, recurso que amplia a percepção de largura e aproxima o sedã das tendências adotadas em modelos de segmentos superiores.

As dimensões também foram revistas para garantir mais imponência. Embora mantenha o entre-eixos de 2,71 metros, o novo Sentra ganhou alguns centímetros em todas as direções, alcançando 4,65 m de comprimento, 1,82 m de largura e 1,44 m de altura. Esses ajustes não apenas reforçam sua presença nas ruas como também prometem oferecer um ambiente interno mais amplo e confortável, mantendo a proposta de sedã médio com vocação familiar.
A gama de motores apresentada inicialmente inclui duas alternativas. A primeira, já conhecida, é o 1.6 aspirado com 135 cv e torque de 16,2 kgfm, associado ao câmbio CVT, calibrado para eficiência. A segunda, e mais relevante, é a versão híbrida e-POWER, que utiliza um motor elétrico dianteiro de 136 cv como força principal, enquanto o motor a combustão 1.2 de 72 cv atua exclusivamente como gerador para recarregar as baterias. Esse arranjo dispensa recarga externa e privilegia o uso urbano, entregando respostas imediatas e prometendo consumo mais baixo em tráfego intenso.
Ainda não há números oficiais de desempenho e consumo para o Brasil, mas a tecnologia já foi validada em outros mercados e coloca o Sentra em linha com a transição gradual da indústria para a eletrificação. Apesar disso, flagras no país revelam unidades com escapamento aparente, o que indica que a versão a combustão terá participação importante no mix oferecido localmente. Essa estratégia sugere que a Nissan busca equilibrar preço competitivo e modernidade tecnológica, mirando diferentes perfis de clientes.
No interior, embora imagens oficiais ainda não tenham sido divulgadas, espera-se a adoção de painéis digitais maiores, sistema multimídia atualizado e uma lista reforçada de recursos de segurança e assistência à condução. Tecnologias como alerta de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência fazem parte do padrão mais recente da marca e devem ser incorporadas. Isso aproxima o Sentra das demandas atuais de consumidores que associam valor não apenas ao conforto, mas também à proteção e conectividade.
No cenário competitivo, a missão é clara: enfrentar diretamente o Corolla, líder absoluto entre os sedãs médios híbridos, e o Civic, que preserva a imagem de referência em desempenho e sofisticação. Em alguns países, o Chevrolet Cruze também aparece como rival, embora sua presença esteja cada vez mais restrita. Para se diferenciar, a Nissan aposta em um design mais ousado e na proposta híbrida com pegada elétrica, o que pode conquistar compradores que buscam inovação sem abrir mão do motor a combustão.


































