Novo Nissan Kicks 2026 estreia no Brasil com motor turbo, mais espaço e novos recursos
O novo Nissan Kicks 2026 chega ao mercado brasileiro com mudanças estruturais, visuais e mecânicas que reposicionam o modelo entre os principais SUVs compactos do país. Produzido na planta de Resende (RJ), o veículo adota a plataforma CMF-B High Spec, a mesma utilizada no Juke europeu e em modelos da Renault, permitindo a inclusão de tecnologias mais avançadas e maior aproveitamento de espaço interno.
Pontos Principais:
- Novo Nissan Kicks 2026 chega com motor 1.0 turbo e câmbio de dupla embreagem.
- Modelo adota a plataforma CMF-B High Spec e cresce em todas as dimensões.
- Versões variam entre R$ 159.990 e R$ 199.990, com central multimídia de até 12,3″.
- Modelo anterior permanece como Kicks Play, com motor 1.6 e preços mais acessíveis.
Com estreia marcada para 3 de julho, o Kicks 2026 foi apresentado em quatro versões: Sense, Advance, Exclusive e Platinum, com preços que variam entre R$ 159.990 e R$ 199.990. A proposta da Nissan com essa nova geração é não apenas enfrentar rivais diretos como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Honda HR-V, mas também avançar sobre modelos posicionados acima, como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross.

As mudanças ocorrem após um ciclo de investimento de R$ 2,8 bilhões na fábrica fluminense, iniciado em 2023. Com essa atualização, a Nissan sinaliza uma nova fase no desenvolvimento de produtos voltados ao mercado sul-americano, buscando ampliação da participação no segmento de utilitários esportivos urbanos.
Design externo marca nova identidade visual

As mudanças visuais no Kicks 2026 eliminam quase todos os traços da geração anterior. A dianteira passa a exibir uma grade que se estende por toda a largura do carro, agora sem os elementos cromados que caracterizavam a geração anterior. O conjunto óptico foi redesenhado com faróis estreitos, luzes diurnas em LED e formato horizontal que acompanha a grade.
Na lateral, as linhas curvas dão lugar a formas mais retas e simples, conferindo uma leitura visual mais objetiva da carroceria. O teto adota uma linha descendente ao estilo cupê, o que altera a percepção de altura, mesmo que as dimensões tenham aumentado. A traseira mantém a faixa luminosa unindo as lanternas, mas elas agora possuem formato vertical, contrastando com o desenho horizontal anterior.
A carroceria apresenta dimensões superiores: 4,365 metros de comprimento, 1,800 metros de largura e 2,655 metros de entre-eixos. O porta-malas comporta até 470 litros, o maior da categoria, e a altura do solo chega a 200 mm. Essas medidas contribuem para uma proposta mais versátil, sem alterar a proposta de uso urbano do modelo.
Motorização turbo e câmbio DCT estreiam na linha

A grande mudança mecânica está na adoção do motor 1.0 turbo flex de três cilindros, que substitui o antigo 1.6 aspirado. O novo propulsor entrega 125 cv com etanol (120 cv com gasolina) e torque de 22,4 kgfm (20,4 kgfm com gasolina), operando com injeção direta e comando variável de válvulas. O conjunto é associado ao câmbio automatizado de dupla embreagem de seis marchas (DCT), com seletor eletrônico de botões.
Durante testes em rodovias de São Paulo, o desempenho revelou melhora em torque e consumo, mas as respostas em aceleração ainda não atingem níveis esportivos. O modo de condução mais dinâmico oferece mudanças no comportamento, mas não altera significativamente o tempo de resposta em ultrapassagens. Ainda assim, os ganhos em eficiência são perceptíveis.
O consumo informado é de 11,7 km/l com gasolina em ciclo urbano e 14,3 km/l em ciclo rodoviário. Com etanol, os números são de 8,3 km/l e 9,9 km/l, respectivamente. O tanque de combustível tem capacidade para 48 litros. Esses dados colocam o modelo em posição competitiva frente aos demais SUVs do segmento B.
Interior redesenhado prioriza funcionalidade

Por dentro, o Kicks 2026 passa a oferecer soluções inspiradas em modelos globais. O painel foi redesenhado com foco em ergonomia e integração visual. A central multimídia e o painel de instrumentos ocupam a mesma moldura, criando a impressão de uma única tela contínua. As dimensões variam de acordo com a versão, com telas de 7 a 12,3 polegadas.
O acabamento interno recebe melhorias, com presença de materiais de toque macio nas portas e painel. Os bancos dianteiros e traseiros adotam a tecnologia Zero Gravity, visando maior conforto em viagens longas. A iluminação interna é feita por LEDs, incluindo pontos em portas e painel em versões mais completas.
Há presença de recursos como carregador de celular por indução, quatro entradas USB-C, comandos por voz e ar-condicionado digital. O sistema de som da versão Platinum é fornecido pela Bose e conta com dez alto-falantes, incluindo caixas nos encostos de cabeça. Os itens de conforto e conectividade variam conforme a versão escolhida.
Versões e preços do Kicks 2026

O Kicks Sense, versão de entrada, oferece seis airbags, controle de estabilidade e tração, central multimídia de 12,3″, painel digital de 7″ e faróis em LED. A versão Advance inclui câmeras 360°, carregador sem fio, partida remota e acabamento interno em couro. Já a Exclusive adiciona iluminação ambiente, sensor de chuva, rodas de 19″ e painel digital completo.
A versão topo de linha, Platinum, traz o sistema de condução semiautônoma ProPILOT, alerta de ponto cego, assistente de manutenção de faixa, teto solar panorâmico e som premium. Os preços vão de R$ 159.990 (Sense em pré-venda) até R$ 199.990 na Platinum, já com descontos promocionais aplicados no lançamento.
A coexistência com a geração anterior foi mantida. O modelo antigo, agora rebatizado de Kicks Play, permanece no mercado como opção mais acessível, com preços entre R$ 117.990 e R$ 148.090. Essa versão mantém o motor aspirado 1.6, visual anterior e menor nível de equipamentos, atuando como porta de entrada na gama.
Nova plataforma sustenta reposicionamento no mercado
O uso da base CMF-B High Spec permite que o novo Kicks incorpore tecnologias até então restritas a modelos superiores, como o pacote de assistência semiautônoma, painel digital avançado e maior integração de sistemas eletrônicos. A escolha dessa arquitetura global é parte da estratégia da Nissan para reduzir custos de desenvolvimento e ampliar a padronização entre mercados.
A montadora também mira consumidores que buscam um SUV com uso familiar, mas sem abrir mão de recursos tecnológicos mais atuais. As versões foram pensadas para cobrir diferentes perfis de uso, com avanços não apenas em equipamentos, mas em segurança estrutural, conectividade e espaço interno.
O investimento na unidade de Resende é parte desse reposicionamento. Além de modernizar a linha de montagem, a plataforma nova garante flexibilidade para futuras atualizações, inclusive com potenciais versões híbridas ou eletrificadas, alinhadas à tendência de transição energética em curso no setor automotivo global.
Fonte: Nissan.


































