Toyota Hilux aposenta o visual de tiozão e vira “mini Tacoma” em 2026
A Toyota Hilux estreia sua nona geração no Brasil ainda em 2026 trazendo como principal referência a Toyota Tacoma, a picape média mais vendida dos Estados Unidos, e marca a maior transformação visual, tecnológica e mecânica do modelo desde os anos 2000.
A nova Hilux nasce com a missão de atualizar um projeto que, embora líder absoluto de vendas no país, já mostrava idade. A carroceria ganhou linhas retas, frente mais vertical, para-lamas largos e uma postura visual que abandona o desenho arredondado da geração atual. A inspiração é clara: a Tacoma, que em 2025 emplacou 274.638 unidades no mercado norte-americano e virou referência de robustez e modernidade no segmento.
Interior muda de patamar e se aproxima do padrão americano
Por dentro, a transformação é ainda mais evidente. A nova Hilux adota painel horizontal, central multimídia flutuante, quadro de instrumentos digital e volante mais espesso, em um conjunto que lembra diretamente o ambiente da Tacoma exibida no Salão de Detroit.
O desenho da cabine abandona o visual conservador de 2015 e passa a dialogar com o que há de mais atual no portfólio global da Toyota. A ergonomia melhora, os comandos ficam mais elevados e a sensação é de que a picape finalmente entra na década de 2020 em termos de interface e acabamento.
Plataforma mantida, mas com profunda modernização

A Toyota manteve a base estrutural IMV, a mesma da geração atual, repetindo a estratégia adotada por rivais como a Chevrolet S10. Portas, colunas e parte da célula central seguem o mesmo conceito, mas toda a dianteira, traseira e painel foram redesenhados.
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A Tacoma, por sua vez, utiliza a plataforma TNGA-F, compartilhada com a Tundra e a Land Cruiser. Apesar de não dividir chassi, foi ela quem ditou o novo padrão estético e tecnológico da Hilux global.
Híbrido leve confirmado para o Brasil
No campo mecânico, a Hilux brasileira seguirá com duas propostas bem definidas. A primeira mantém o conhecido 2.8 turbodiesel de 204 cv, já consagrado em força, durabilidade e torque para trabalho pesado.
A grande novidade é a chegada do sistema híbrido leve de 48 Volts, que adiciona um motor elétrico de 16 cv alimentado por uma bateria de 0,2 kWh. O conjunto não transforma a picape em elétrica, mas reduz consumo, melhora respostas em baixas rotações e corta emissões, atendendo às metas ambientais que apertam a cada ano.
| Versão | Motorização | Potência combinada | Sistema elétrico |
|---|---|---|---|
| Diesel | 2.8 Turbo | 204 cv | Convencional |
| Híbrida leve | 2.8 Turbo + elétrico | 220 cv estimados | 48 Volts |
Lançamento e produção na Argentina
A produção seguirá concentrada em Zárate, na Argentina, onde a Toyota já testa unidades da nova geração e calibra o sistema híbrido para as condições da América do Sul. A homologação começa no início de 2026 e envolve uma bateria de testes de emissões, ruído e durabilidade que costuma levar até sete meses.
A previsão mais realista aponta para chegada às concessionárias entre o último trimestre de 2026 e o início de 2027.
Por que a Tacoma virou referência

Nos Estados Unidos, a Tacoma não lidera por acaso. É vista como picape média ideal para quem quer robustez sem o tamanho exagerado das full-size. Conforto de uso urbano, interior moderno e reputação de confiabilidade criaram uma base fiel que supera até modelos tradicionais como o Corolla no ranking interno da Toyota.
Ao se inspirar diretamente nela, a Hilux busca algo além de atualizar o visual. A intenção é reposicionar a picape como produto emocional, não apenas ferramenta de trabalho, mirando um público que usa o veículo na cidade durante a semana e no campo ou na estrada aos fins de semana.
Conclusão
Com visual inspirado na Tacoma, interior totalmente renovado e estreia do sistema híbrido leve, a nova Toyota Hilux 2026 abandona de vez a imagem de projeto envelhecido e se prepara para enfrentar uma nova geração de rivais em um dos segmentos mais disputados do Brasil.


































