Dono de rede Toyota nos EUA acusa montadora de apoiar negacionismo climático
O empresário Adam Lee, conhecido por administrar uma grande rede de concessionárias da Toyota no estado do Maine, nos Estados Unidos, lançou uma crítica contundente contra a montadora japonesa. Em declarações públicas, ele acusou a empresa de financiar políticos que negam a existência das mudanças climáticas, colocando em xeque a reputação ambiental que a marca consolidou ao longo dos anos com modelos como o Prius.
Pontos Principais:
- Adam Lee acusou a Toyota de apoiar políticos que negam mudanças climáticas.
- Apenas 1,2% das vendas da Toyota nos EUA foram de veículos 100% elétricos em 2024.
- Empresa teria financiado mais de 200 congressistas negacionistas, segundo o empresário.
- Montadora também apoiou projetos contra padrões de eficiência energética.
- Lee pede que a marca retome sua liderança ambiental com foco em eletrificação.
A denúncia ganha peso pelo histórico do próprio Lee. Foi ele um dos primeiros revendedores a promover o Prius nos Estados Unidos, destacando-se como defensor de práticas sustentáveis no setor automotivo. Apesar desse passado alinhado à visão ecológica da Toyota, o empresário afirma agora que a empresa se afastou de seus compromissos ambientais, adotando uma postura conservadora diante da transição para veículos elétricos.

Segundo ele, apenas 1,2% das vendas da Toyota nos EUA em 2024 corresponderam a modelos totalmente elétricos, enquanto a média nacional foi de 9,1%. O dado reforça a percepção de que a empresa estaria resistindo à eletrificação, mesmo em um momento em que o mercado global avança em direção à neutralidade de carbono e adoção de novas tecnologias automotivas.
Mais grave ainda, Lee afirma que a Toyota financiou campanhas de mais de 200 congressistas norte-americanos conhecidos por negarem a existência do aquecimento global. Essa prática, de acordo com o empresário, não apenas compromete a imagem da empresa como também a posiciona contra as evidências científicas e os compromissos ambientais que vêm sendo exigidos das corporações.
Além do financiamento político, Lee aponta que a montadora apoiou propostas legislativas que tentam reverter padrões de eficiência energética e proteção ambiental. Um dos projetos destacados por ele é o apresentado por Bernie Moreno, que segundo especialistas pode elevar os custos operacionais dos motoristas em bilhões de dólares e aumentar os riscos à saúde pública com maior poluição do ar.
Mesmo diante das críticas, Lee afirma ainda respeitar a engenharia e a qualidade dos veículos da Toyota, mas apela para que a empresa retome sua liderança ambiental. Ele pede uma mudança de postura, com o abandono do apoio a políticos negacionistas e um investimento real em veículos elétricos, condizente com as exigências ambientais do século 21.
O caso expõe um dilema enfrentado por diversas montadoras globais: a necessidade de equilibrar interesses comerciais, relações políticas e compromissos climáticos. A pressão interna, vinda de agentes de dentro da própria rede da marca, pode indicar que o mercado começa a exigir não apenas bons produtos, mas também responsabilidade institucional e ética ambiental.


































