Toyota aposta em novos motores para híbridos, elétricos e hidrogênio em estratégia global até 2030
A Toyota reafirma sua convicção de que os motores a combustão interna ainda têm papel relevante no futuro da mobilidade. Mesmo diante da expansão dos elétricos, a montadora japonesa aposta em novos propulsores como parte central de sua estratégia global.
Pontos Principais:
- Toyota aposta em novos motores 1.5 e 2.0 litros para múltiplas aplicações.
- Parceria com Subaru e Mazda amplia desenvolvimento e versatilidade.
- Propulsores funcionam com gasolina, biocombustíveis, hidrogênio e sintéticos.
- Versão esportiva 2.0 turbo Gazoo Racing pode chegar a 600 cv.
A fabricante desenvolve uma nova família de motores de quatro cilindros, em versões 1.5 aspirada, 1.5 turbo e 2.0 turbo. Eles foram projetados para atender a múltiplas aplicações, desde sistemas híbridos convencionais até configurações híbridas plug-in, elétricos de autonomia estendida e até veículos a hidrogênio.

Segundo Andrea Carlucci, vice-presidente de estratégia de produto e marketing da Toyota Europa, a versatilidade é o ponto-chave do projeto. Ele afirmou que o objetivo é otimizar os motores para diferentes usos, ampliando as opções em mercados diversos e respeitando a demanda de cada região.
Esses propulsores estão sendo desenvolvidos em parceria com Subaru e Mazda, duas empresas que também enxergam espaço para motores menores, mais leves e compatíveis com gasolina, biocombustíveis, hidrogênio e combustíveis sintéticos. A busca é por maior eficiência térmica e menor impacto ambiental.
No caso dos elétricos de autonomia estendida, os motores não tracionam as rodas, mas funcionam apenas como geradores para recarregar baterias durante a condução. Esse sistema, já visto em modelos como BMW i3 REX e Nissan e-Power, foi confirmado pela Toyota para o Highlander e a minivan Sienna vendidos na China.
O desenvolvimento busca superar a marca de 41% de eficiência térmica alcançada em 2018 e explora a viabilidade de híbridos plug-in de longo alcance, com até 100 km de autonomia elétrica. Além disso, o motor 2.0 turbo terá versões de alto desempenho destinadas à divisão esportiva Gazoo Racing, chegando a até 600 cv em aplicações de corrida.
Paralelamente, a empresa estuda plataformas nativas de elétricos capazes de receber sistemas híbridos sem perda de eficiência, em linha com o que Tesla, Volkswagen, Hyundai, Kia, Mercedes e Stellantis já fazem. Para a Toyota, a diversidade de propulsões é estratégica e evita limitar o consumidor a uma única escolha.


































