Toyota cria nova marca Century para desafiar Rolls-Royce e Bentley com luxo japonês extremo acima do Lexus

A Toyota transforma a Century em marca independente e aposta no luxo artesanal japonês para competir com Rolls-Royce e Bentley no topo do mercado global.
Publicado por em Mundo, Negócios e Toyota dia | Atualizado em
Toyota cria nova marca Century para desafiar Rolls-Royce e Bentley com luxo japonês extremo acima do Lexus

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A Toyota resolveu quebrar suas próprias regras e mergulhar de cabeça no universo do luxo extremo. A marca japonesa, conhecida por carros duráveis e discretos, decidiu transformar a Century — aquele sedã que sempre foi símbolo de poder no Japão — em uma grife independente. Agora, o nome Century não é mais apenas um carro: é uma marca. E o objetivo é claro — mirar diretamente em Rolls-Royce e Bentley, os gigantes que há décadas definem o que é luxo automotivo no Ocidente.

Pontos Principais:

  • A Toyota oficializou a Century como marca independente de luxo.
  • A Lexus passa a focar em design e inovação, com mais liberdade criativa.
  • O primeiro modelo da nova era é o Century Concept, um coupé laranja.
  • A marca quer rivalizar com Rolls-Royce e Bentley em exclusividade.
  • O conceito será apresentado no Japan Mobility Show 2025 em Tóquio.

O movimento é ousado, especialmente vindo de uma montadora que sempre evitou ostentação. A Toyota não quer apenas vender carros caros, mas criar uma aura de exclusividade e tradição japonesa que rivalize com o refinamento europeu. E o porta-estandarte dessa nova fase será o Century Concept, um coupé laranja de linhas agressivas, apresentado por Akio Toyoda como o símbolo máximo da sofisticação “Made in Japan”.

A Toyota decidiu mudar o jogo e transformar a Century em uma marca independente, criada para desafiar Rolls-Royce e Bentley. É o nascimento de uma nova era de luxo japonês, feita à mão e cheia de propósito.
A Toyota decidiu mudar o jogo e transformar a Century em uma marca independente, criada para desafiar Rolls-Royce e Bentley. É o nascimento de uma nova era de luxo japonês, feita à mão e cheia de propósito.

O conceito rompe com a estética sóbria e quadrada do Century clássico, aquele carro preto que parecia feito sob medida para ministros e CEOs de Tóquio. Agora, o luxo ganha curvas esportivas, portas deslizantes e uma linguagem visual que mistura tradição artesanal e provocação moderna. O emblema da fênix continua lá, reluzindo na dianteira, mas o tom é outro: menos cerimônia, mais atitude.

A estratégia coloca a Century acima da Lexus, que agora assume um papel voltado à inovação e tecnologia. A Toyota quer mostrar que luxo também pode ter alma japonesa, com foco em silêncio, precisão e tradição.
A estratégia coloca a Century acima da Lexus, que agora assume um papel voltado à inovação e tecnologia. A Toyota quer mostrar que luxo também pode ter alma japonesa, com foco em silêncio, precisão e tradição.

A escolha de criar uma marca autônoma também reposiciona a Lexus, que deixa de ser o ápice da sofisticação da Toyota para seguir um caminho mais tecnológico e experimental. A Century, por outro lado, será o território do luxo à moda antiga — feito à mão, em baixíssimo volume, com atenção obsessiva a cada detalhe. A ideia é vender poucos carros, mas vender uma experiência quase cerimonial.

O primeiro modelo dessa fase é o Century Concept, um coupé laranja com design ousado, portas deslizantes e interior artesanal. O carro quebra o padrão conservador e mostra que a Toyota quer ser desejada, não apenas confiável.
O primeiro modelo dessa fase é o Century Concept, um coupé laranja com design ousado, portas deslizantes e interior artesanal. O carro quebra o padrão conservador e mostra que a Toyota quer ser desejada, não apenas confiável.

No coração do projeto, há uma tentativa de redefinir o que significa luxo japonês em um mundo saturado por ostentação ocidental. O Century Concept, com seu interior silencioso e acabamento quase artístico, é uma resposta direta à estética barulhenta do luxo europeu. A Toyota quer provar que elegância pode ter sotaque japonês, e que um carro pode ser uma peça de contemplação, não apenas um objeto de status.

O presidente Akio Toyoda foi direto: “Precisamos de algo acima da Lexus.” A nova Century nasce como símbolo do topo absoluto, misturando herança cultural e modernidade. O objetivo é conquistar o mundo, mantendo o espírito japonês.
O presidente Akio Toyoda foi direto: “Precisamos de algo acima da Lexus.” A nova Century nasce como símbolo do topo absoluto, misturando herança cultural e modernidade. O objetivo é conquistar o mundo, mantendo o espírito japonês.

Essa guinada não é apenas sobre design — é sobre poder simbólico. Transformar o Century em uma marca independente é a Toyota dizendo ao mundo que o Japão não precisa copiar o luxo europeu, pode reinventá-lo. É uma jogada cultural e estratégica: menos sobre vender um carro, e mais sobre criar um mito. Um mito laranja, de portas deslizantes, que carrega 60 anos de tradição e um novo desejo de ser visto.

Fonte: Toyota, Caranddriver, Thesun e Oglobo.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.