Toyota Hilux 2026 elétrica desafia tudo o que você sabia sobre picapes
A Toyota Hilux sempre foi sinônimo de força e confiança, mas a Toyota decidiu que isso não bastava. Depois de quase uma década sem mudanças profundas, a picape mais vendida do mundo reaparece completamente reformulada. A nova geração, que chega primeiro à Ásia e à Europa e depois à América do Sul, marca um ponto de virada. Pela primeira vez em quase 60 anos, a Hilux troca o ronco do motor a diesel pelo silêncio da propulsão elétrica.
Pontos Principais:
- Primeira Hilux elétrica da história une potência e eficiência.
- Design inspirado na Tacoma combina visual agressivo e aerodinâmica.
- Interior redesenhado traz telas de 12,3″ e comandos físicos funcionais.
- Versões híbrida e a hidrogênio ampliam a estratégia de eletrificação.
- Chegada ao Brasil prevista para 2026, produzida na Argentina.
Nada na nova Toyota Hilux 2026 elétrica parece tímido. O visual é mais agressivo, com traços retos e musculosos que lembram a Tacoma, vendida nos Estados Unidos. O nome Toyota, em letras grandes, substitui o logotipo tradicional na grade. A cabine dupla se torna padrão, reflexo direto do gosto dos consumidores que priorizam espaço e conforto. Cada detalhe foi pensado para reforçar a imagem de modernidade, das rodas redesenhadas ao degrau embutido na caçamba.

No interior, o salto é ainda maior. O painel foi completamente redesenhado, inspirado no Land Cruiser, com telas de 12,3 polegadas e comandos físicos que priorizam praticidade. A posição de dirigir ficou mais ergonômica, os materiais mais sofisticados e a central multimídia agora aceita atualizações remotas. A sensação é de estar em um SUV de luxo, mas sem que a essência de picape se perca. A Hilux continua parecendo uma ferramenta de trabalho — só que mais inteligente.
Elétrica, híbrida e até movida a hidrogênio

A versão elétrica é a grande novidade. Equipada com dois motores e bateria de 59,2 kWh, entrega até 240 km de autonomia e torque instantâneo de quase 50 kgfm. A capacidade de carga é de 715 kg e o reboque chega a 1.600 kg, números que impressionam para um modelo a bateria. A Toyota quer provar que eletrificação e utilidade podem coexistir, e não apenas em slogans de sustentabilidade.
Mas a marca sabe que o público da Hilux é fiel ao diesel. Por isso, o veterano 2.8 turbodiesel sobrevive, agora com sistema híbrido leve de 48V que melhora o consumo e garante força para rebocar até 3.500 kg. A estratégia é simples: oferecer um portfólio completo, com motores elétrico, híbrido, diesel e, a partir de 2028, até uma opção movida a hidrogênio. É o tipo de diversidade que nenhuma rival oferece hoje no segmento.
A parte tecnológica também foi elevada a outro patamar. Direção elétrica, monitor de ponto cego, assistente de saída segura e câmera que detecta fadiga do motorista são itens que antes pareciam luxo e agora se tornam padrão. O pacote Toyota Safety Sense foi atualizado e inclui até um sistema que reduz aceleração involuntária em baixa velocidade. Pequenos avanços que fazem diferença no dia a dia e reforçam a segurança que sempre foi um dos pilares do modelo.
Chegada ao Brasil e o desafio da transição

A produção para a América do Sul será em Zárate, na Argentina, e deve começar em 2026. As versões elétricas ainda não estão confirmadas para o Brasil, mas o híbrido leve já é dado como certo. A Toyota sabe que a Hilux não precisa apenas acompanhar o mercado, mas definir o ritmo. O desafio agora é mostrar que a transição energética pode vir acompanhada de desempenho, durabilidade e prazer ao dirigir.
Desde 1968, mais de 21 milhões de unidades da Hilux foram vendidas. Cada geração construiu a reputação de uma picape que aguenta tudo. A nova geração quer ir além da resistência física: busca provar que tradição e inovação podem compartilhar o mesmo chassi. A Hilux 2026 nasce elétrica, tecnológica e ousada, pronta para enfrentar o futuro sem abrir mão da alma que a tornou lendária.
Fonte: Toyota.


































