Toyota Hilux aposenta o visual de tiozão e vira “mini Tacoma” em 2026

Se você achava que a Hilux era apenas uma ferramenta de trabalho indestrutível, mas sem sal, prepare-se para rasgar seus conceitos. A Toyota olhou para o sucesso estrondoso da Tacoma nos Estados Unidos e decidiu que o Brasil merece o mesmo tratamento VIP. A nona geração da picape mais amada do país não traz apenas uma "maquiagem" leve; ela adota uma postura de "bad boy" americano, com frente vertical, para-lamas anabolizados e uma cabine que faz o modelo atual parecer um carro dos anos 90. Mas a maior revolução não está nos olhos, e sim no bolso: vamos falar do sistema de 48 Volts?
Publicado por em Toyota dia | Atualizado em
Toyota Hilux aposenta o visual de tiozão e vira “mini Tacoma” em 2026

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A Toyota Hilux estreia sua nona geração no Brasil ainda em 2026 trazendo como principal referência a Toyota Tacoma, a picape média mais vendida dos Estados Unidos, e marca a maior transformação visual, tecnológica e mecânica do modelo desde os anos 2000.

A nova Hilux nasce com a missão de atualizar um projeto que, embora líder absoluto de vendas no país, já mostrava idade. A carroceria ganhou linhas retas, frente mais vertical, para-lamas largos e uma postura visual que abandona o desenho arredondado da geração atual. A inspiração é clara: a Tacoma, que em 2025 emplacou 274.638 unidades no mercado norte-americano e virou referência de robustez e modernidade no segmento.

Interior muda de patamar e se aproxima do padrão americano

Por dentro, a transformação é ainda mais evidente. A nova Hilux adota painel horizontal, central multimídia flutuante, quadro de instrumentos digital e volante mais espesso, em um conjunto que lembra diretamente o ambiente da Tacoma exibida no Salão de Detroit.

O desenho da cabine abandona o visual conservador de 2015 e passa a dialogar com o que há de mais atual no portfólio global da Toyota. A ergonomia melhora, os comandos ficam mais elevados e a sensação é de que a picape finalmente entra na década de 2020 em termos de interface e acabamento.

Plataforma mantida, mas com profunda modernização

A Toyota cansou de ver a Ford Ranger chamando a atenção com tecnologia e visual parrudo. A resposta? Trouxe a alma da Tacoma (a picape mais vendida dos EUA) para dentro da Hilux.
A Toyota cansou de ver a Ford Ranger chamando a atenção com tecnologia e visual parrudo. A resposta? Trouxe a alma da Tacoma (a picape mais vendida dos EUA) para dentro da Hilux.

A Toyota manteve a base estrutural IMV, a mesma da geração atual, repetindo a estratégia adotada por rivais como a Chevrolet S10. Portas, colunas e parte da célula central seguem o mesmo conceito, mas toda a dianteira, traseira e painel foram redesenhados.

A Tacoma, por sua vez, utiliza a plataforma TNGA-F, compartilhada com a Tundra e a Land Cruiser. Apesar de não dividir chassi, foi ela quem ditou o novo padrão estético e tecnológico da Hilux global.

Híbrido leve confirmado para o Brasil

No campo mecânico, a Hilux brasileira seguirá com duas propostas bem definidas. A primeira mantém o conhecido 2.8 turbodiesel de 204 cv, já consagrado em força, durabilidade e torque para trabalho pesado.

A grande novidade é a chegada do sistema híbrido leve de 48 Volts, que adiciona um motor elétrico de 16 cv alimentado por uma bateria de 0,2 kWh. O conjunto não transforma a picape em elétrica, mas reduz consumo, melhora respostas em baixas rotações e corta emissões, atendendo às metas ambientais que apertam a cada ano.

Versão Motorização Potência combinada Sistema elétrico
Diesel 2.8 Turbo 204 cv Convencional
Híbrida leve 2.8 Turbo + elétrico 220 cv estimados 48 Volts

Lançamento e produção na Argentina

A produção seguirá concentrada em Zárate, na Argentina, onde a Toyota já testa unidades da nova geração e calibra o sistema híbrido para as condições da América do Sul. A homologação começa no início de 2026 e envolve uma bateria de testes de emissões, ruído e durabilidade que costuma levar até sete meses.

A previsão mais realista aponta para chegada às concessionárias entre o último trimestre de 2026 e o início de 2027.

Por que a Tacoma virou referência

Ela reina absoluta nas fazendas, mas estava ficando velha. A resposta da Toyota veio dos EUA, com um design quadrado e um segredo embaixo do capô que muda tudo.
Ela reina absoluta nas fazendas, mas estava ficando velha. A resposta da Toyota veio dos EUA, com um design quadrado e um segredo embaixo do capô que muda tudo.

Nos Estados Unidos, a Tacoma não lidera por acaso. É vista como picape média ideal para quem quer robustez sem o tamanho exagerado das full-size. Conforto de uso urbano, interior moderno e reputação de confiabilidade criaram uma base fiel que supera até modelos tradicionais como o Corolla no ranking interno da Toyota.

Ao se inspirar diretamente nela, a Hilux busca algo além de atualizar o visual. A intenção é reposicionar a picape como produto emocional, não apenas ferramenta de trabalho, mirando um público que usa o veículo na cidade durante a semana e no campo ou na estrada aos fins de semana.

Conclusão

Com visual inspirado na Tacoma, interior totalmente renovado e estreia do sistema híbrido leve, a nova Toyota Hilux 2026 abandona de vez a imagem de projeto envelhecido e se prepara para enfrentar uma nova geração de rivais em um dos segmentos mais disputados do Brasil.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.