Toyota Yaris deixa de ser vendido no Brasil e dá espaço ao Yaris Cross SUV híbrido

A Toyota encerrou a produção do Yaris hatch e sedã no Brasil, após seis anos, para abrir espaço ao Yaris Cross, SUV compacto híbrido que estreia em outubro com fabricação nacional em Sorocaba (SP).
Publicado por em Toyota dia

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A Toyota encerrou oficialmente a trajetória do Yaris hatch e sedã no Brasil. Mesmo que ainda apareçam em alguns estoques e no configurador do site da marca, os modelos não fazem mais parte da tabela de preços da fabricante. Produzidos desde 2018 em Sorocaba (SP), eles tiveram a fabricação encerrada em dezembro de 2024, após seis anos de presença no mercado nacional.

Pontos Principais:

  • Toyota encerrou a produção do Yaris hatch e sedã no Brasil em dezembro de 2024.
  • Modelos foram substituídos pelo Yaris Cross, SUV compacto híbrido a ser lançado em outubro.
  • A fábrica de Sorocaba segue operando em três turnos, sem impacto em empregos.
  • Yaris Cross terá versões convencionais 1.5 flex CVT e híbrida com motor Atkinson e e-CVT.

O fim da produção não surpreende. A estratégia da montadora já previa a transição para o Yaris Cross, SUV compacto que ocupará o espaço na linha de montagem da planta paulista. A demora no lançamento do novo modelo, programado apenas para outubro de 2025, acabou dando uma sobrevida ao hatch e ao sedã, mas a decisão estava tomada há meses.

O Toyota Yaris encerrou sua produção no Brasil após seis anos. Hatch e sedã deixam a cena para abrir espaço ao novo SUV Yaris Cross fabricado em Sorocaba.
O Toyota Yaris encerrou sua produção no Brasil após seis anos. Hatch e sedã deixam a cena para abrir espaço ao novo SUV Yaris Cross fabricado em Sorocaba.

Em nota ao Jornal do Carro, a Toyota explicou que a saída de cena do Yaris não afeta empregos na unidade de Sorocaba, que seguirá operando em três turnos. Além disso, destacou que a linha continua ativa para exportação a mercados como a Argentina. O comunicado também reforçou que a mudança faz parte de um investimento de R$ 11,5 bilhões no país, alinhado à produção de veículos híbridos e sustentáveis.

O Yaris chegou ao Brasil em 2018 como sucessor indireto do Etios, posicionado como opção no segmento B-premium. Contava com motores 1.3 e 1.5, herdados do Etios, e câmbio automático CVT. Apesar do desenho mais moderno que seu antecessor, o modelo nunca se destacou em vendas, especialmente frente à concorrência de hatchbacks como o Volkswagen Polo. Para ilustrar a diferença, em julho de 2025 o sedã vendeu apenas 31 unidades e o hatch, 16, enquanto o Polo ultrapassou 12 mil emplacamentos.

O desempenho comercial limitado contrastava com a reputação de confiabilidade e durabilidade associada à Toyota. Ainda assim, os números reforçaram a necessidade de mudança. Agora, a marca aposta no Yaris Cross como alternativa para enfrentar rivais diretos no segmento de SUVs compactos, que incluem Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta, Chevrolet Tracker e Honda HR-V.

O Yaris Cross terá quatro versões: XR, XRE, XRX e XRX Hybrid. As configurações convencionais virão equipadas com motor 1.5 flex de quatro cilindros, câmbio CVT e até 16 válvulas, conjunto herdado do Yaris que deixa o mercado. Já a opção híbrida contará com motor 1.5 ciclo Atkinson, outro elétrico auxiliar e bateria autorrecarregável, tecnologia já utilizada no modelo tailandês. No Brasil, a versão flex promete entregar potência superior aos 113 cv da configuração asiática, com câmbio automático e-CVT.

Medindo 4,31 metros de comprimento e 2,62 m de entre-eixos, o novo SUV compacto terá dimensões equilibradas para o segmento. Embora detalhes sobre equipamentos e preços ainda não tenham sido divulgados, a expectativa é de que ofereça itens como central multimídia moderna, painel digital, teto solar panorâmico, câmeras 360º e recursos de condução semiautônoma nas versões mais caras. Posicionado abaixo do Corolla Cross, deve atuar em uma faixa de preços entre R$ 130 mil e R$ 185 mil.

O lançamento do Yaris Cross reforça a estratégia da Toyota de ampliar sua presença no mercado de SUVs e investir em eletrificação acessível no Brasil. Ao mesmo tempo, simboliza o fim de uma linha que, apesar de tecnicamente consistente, não conquistou espaço frente à concorrência.

Fonte: Terra e Estadao.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.