Yaris Cross, Corolla e Corolla Cross poderão ter motor importado devido a crise na fábrica da Toyota em Porto Feliz – SP

Toyota busca importar motores após destruição da fábrica de Porto Feliz. Produção de Corolla, Corolla Cross e Yaris Cross está paralisada e pode só voltar em 2026.
Publicado por em Toyota dia | Atualizado em

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A Toyota enfrenta uma das maiores crises de sua história recente no Brasil. Um temporal destruiu a fábrica de motores de Porto Feliz (SP), paralisando a produção de modelos estratégicos como Corolla, Corolla Cross e Yaris Cross. A montadora reconhece que pode levar meses para retomar a operação local e, para minimizar os impactos, avalia importar propulsores de unidades instaladas na Tailândia, Polônia, Estados Unidos e Japão.

Pontos Principais:

  • Temporal destruiu a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP).
  • Produção de Corolla, Corolla Cross e Yaris Cross está paralisada.
  • Montadora avalia importar motores de quatro países para manter operações.
  • Retomada da fábrica só deve ocorrer em 2026, sem demissões previstas.

A interrupção atingiu diretamente as fábricas de Sorocaba e Indaiatuba, que dependem dos motores produzidos em Porto Feliz. O complexo paulista era responsável por abastecer o Corolla sedã, o Corolla Cross e o Yaris exportado, além de ter iniciado a montagem das primeiras unidades do Yaris Cross. O lançamento nacional do SUV compacto, inclusive, foi adiado em função da tragédia.

O Toyota Yaris Cross 2025 serve como SUV compacto eficiente e versátil, ideal para uso urbano e viagens curtas, com espaço interno, porta-malas generoso e versões híbridas econômicas.
O Toyota Yaris Cross 2025 serve como SUV compacto eficiente e versátil, ideal para uso urbano e viagens curtas, com espaço interno, porta-malas generoso e versões híbridas econômicas.

Entre os propulsores afetados estão o 2.0 Dynamic Force, usado na linha Corolla, e o 1.5 flex, da família Yaris. Havia ainda um projeto de produção do motor híbrido flex 1.5, programado para equipar as versões mais sofisticadas do Yaris Cross. Agora, esse plano deve ser reavaliado até que a fábrica volte a operar.

O impacto da destruição foi considerado grave porque a ponte rolante que movimenta peças pesadas desabou sobre o maquinário. A avaliação preliminar aponta danos estruturais severos, o que deve impedir qualquer retomada antes de 2026. A Toyota reforça que há um protocolo interno para lidar com desastres climáticos, incluindo estratégias logísticas para abastecimento emergencial, mas admite que as condições atuais exigem medidas extraordinárias.

Apesar da paralisação, a empresa afirma que não haverá demissões. O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, responsável pela representação de 4.500 trabalhadores, garantiu que a estabilidade será preservada. A entidade destaca que cada emprego direto gera outros sete indiretos, formando uma rede de dependência econômica importante para a região.

As negociações com os sindicatos já começaram e devem incluir votações emergenciais sobre propostas de manutenção do quadro de funcionários. A Toyota avalia alternativas que permitam preservar a renda dos trabalhadores enquanto busca reorganizar a produção. Segundo a empresa, a prioridade é proteger os empregos nas fábricas de Sorocaba, Porto Feliz e Indaiatuba.

Porto Feliz, inaugurada em 2016, foi a primeira planta de motores da Toyota na América Latina. Desde então, produziu mais de 1 milhão de unidades, conquistando até contratos para fornecer propulsores ao mercado norte-americano. Em 2024, a montadora produziu mais de 200 mil veículos no Brasil, ocupando a quinta posição entre as fabricantes locais. A paralisação, contudo, coloca em risco as metas comerciais de 2025 e pressiona a marca a acelerar a busca por alternativas internacionais.

Fonte: AutoEsporte e Toyotacomunica.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.