Terror da Fiat? VW lança SUV ‘popular’ de R$ R$ 108.390 no Brasil
Pontos Principais:
- O Volkswagen Tera estreia no Brasil com preço inicial de R$ 109 mil e foco em custo-benefício.
- O modelo usa motor 1.0 turbo já conhecido da marca, priorizando consumo baixo e manutenção previsível.
- O SUV mira quem sai de hatches compactos e busca posição de dirigir mais alta e visual robusto.
- O Tera entra para disputar diretamente com Fiat Pulse e Renault Kardian no segmento de entrada.

Volkswagen lança o Tera no Brasil mirando quem quer sair do hatch popular e entrar no mundo dos SUVs com consumo baixo, motor conhecido e preço que começa abaixo dos R$ 100 mil, inaugurando uma nova frente de disputa no segmento de entrada.
O Tera chega para ocupar um espaço que a marca ainda não tinha no país: o do SUV compacto realmente acessível, posicionado entre os hatches 1.0 mais completos e os utilitários esportivos que já passaram da barreira psicológica dos R$ 120 mil. A proposta é simples e, ao mesmo tempo, estratégica: entregar porte de SUV, posição de dirigir elevada, design robusto e mecânica já testada, sem empurrar o consumidor para valores que antes eram exclusivos de categorias superiores.
Projeto e motorização apostam no conhecido que funciona
Na base da gama está o Tera MPI, com motor 1.0 aspirado de três cilindros, até 84 cv e câmbio manual de cinco marchas. É a versão pensada para quem hoje anda de Gol, Onix, HB20 ou Argo e quer dar o primeiro salto para um SUV sem ver o custo mensal disparar.
Acima dele entram as versões TSI, Comfort e High, todas com o já conhecido 1.0 turbo de até 116 cv e câmbio automático de seis marchas. É a mesma base mecânica usada em Polo, Virtus e Nivus, com manutenção previsível, consumo contido e desempenho suficiente para rodar carregado na cidade e pegar estrada sem sofrimento.
A sensação ao volante, segundo o posicionamento da própria marca, é de um carro leve, ágil no trânsito urbano e com respostas rápidas em baixa rotação, exatamente o que o público desse segmento espera no dia a dia.
Preços posicionam o Tera como porta de entrada da Volkswagen nos SUVs

A estratégia comercial é agressiva e deixa claro o alvo: disputar cliente por cliente com Fiat Pulse e Renault Kardian, além de antecipar a chegada de novos concorrentes japoneses e chineses no mesmo patamar de preço.
| Versão | Motor | Câmbio | Preço estimado |
|---|---|---|---|
| Tera MPI | 1.0 aspirado | Manual 5 marchas | R$ 99.990 |
| Tera TSI | 1.0 turbo | Automático 6 marchas | R$ 109.990 |
| Tera Comfort | 1.0 turbo | Automático 6 marchas | R$ 119.990 |
| Tera High | 1.0 turbo | Automático 6 marchas | R$ 129.990 a R$ 135.000 |
Esses valores colocam o Tera na linha de frente do que hoje se chama de “SUV de entrada”, com diferença clara de preço entre versões para atender desde quem quer apenas subir de categoria até quem busca mais conforto, tecnologia e pacote visual diferenciado.
Concorrência direta e público-alvo bem definido
O Tera nasce para disputar espaço com modelos que já conquistaram o público urbano e jovem-adulto, como Pulse e Kardian, mas também para fisgar um perfil muito específico:
- Quem sai de hatches 1.0 e quer posição de dirigir mais alta
- Famílias pequenas que precisam de porta-malas e versatilidade
- Motoristas urbanos que priorizam consumo e facilidade de condução
- Primeiro SUV de quem nunca teve um utilitário esportivo
No uso cotidiano, a promessa é de um carro fácil de manobrar, com boa visibilidade, consumo contido e comportamento previsível, sem a sensação de estar pagando caro apenas pelo emblema ou pelo status de “SUV”.
Posicionamento estratégico dentro da gama Volkswagen

Com o Tera, a Volkswagen passa a ter uma escada clara dentro do segmento: o cliente entra pelo MPI, sobe para o TSI automático, avança para Comfort e, se quiser mais presença e equipamentos, chega ao High. Tudo isso sem precisar migrar para modelos maiores e mais caros como Nivus ou T-Cross.
No tabuleiro do mercado brasileiro, o Tera não é apenas mais um lançamento. Ele é a resposta direta à migração em massa de consumidores dos hatches para os SUVs compactos, com a missão de provar que ainda dá para entrar nesse universo sem estourar o orçamento e sem abrir mão de eficiência, dirigibilidade e valor de revenda.


































