Volkswagen T-Cross elétrico já esta em planejamento: VW ID.2 X chega em 2026

Volkswagen revela o ID.2 X, SUV elétrico que será apresentado em 7 de setembro. Produzido na Espanha a partir de 2026, terá autonomia de até 400 km, preço entre 25 e 30 mil euros e posicionamento similar ao do T-Cross.
Publicado por em Volkswagen dia

Siga o Carro.blog.br no Google e receba notícias automotivas exclusivas!

A Volkswagen prepara o lançamento do seu próximo SUV elétrico compacto, batizado de ID.2 X, modelo que ocupa na linha eletrificada da marca o mesmo espaço do T-Cross entre os veículos a combustão. O anúncio oficial será feito em 7 de setembro, um dia antes da abertura do Salão de Munique, palco estratégico para consolidar a nova geração de utilitários esportivos eletrificados.

Pontos Principais:

  • Volkswagen apresenta ID.2 X em 7 de setembro, antes do Salão de Munique.
  • SUV compacto será produzido na Espanha a partir de setembro de 2026.
  • Duas opções de bateria, com até 400 km de autonomia no ciclo WLTP.
  • Preço estimado entre 25 mil e 30 mil euros, equivalente a até R$ 190 mil.

As imagens divulgadas mostram um carro de porte contido, mas de design robusto, com capô horizontal, rodas grandes e para-choques protegidos por apliques de plástico. Na lateral, a coluna C ganha destaque com três frisos horizontais, enquanto a dianteira e a traseira adotam o mesmo recurso de barra de LED que conecta os faróis e as lanternas. O logotipo iluminado da Volkswagen completa o visual moderno e reforça a identidade visual que vem se consolidando na família ID.

A Volkswagen prepara a estreia mundial do ID.2 X, SUV elétrico que ocupará o espaço do T-Cross no portfólio da marca, com revelação em setembro.
A Volkswagen prepara a estreia mundial do ID.2 X, SUV elétrico que ocupará o espaço do T-Cross no portfólio da marca, com revelação em setembro.

O veículo será produzido na planta espanhola de Landaben, em Navarra, que também receberá a montagem do Skoda Epiq. Ambos compartilharão a nova versão de tração dianteira da plataforma MEB+, projetada para dar origem ainda ao CUPRA Raval e aos futuros compactos ID.1 e ID.2. O cronograma prevê início da produção em junho de 2026 para o Skoda e em setembro para o modelo da Volkswagen, evidenciando a coordenação do grupo alemão em unificar projetos elétricos.

As opções de motorização não foram confirmadas oficialmente, mas a expectativa é de que o SUV ofereça duas versões de bateria: uma de 38 kWh com células LFP, mais acessível, e outra de 56 kWh em NCM, destinada a quem busca maior autonomia. No ciclo WLTP, o alcance poderá chegar a aproximadamente 400 quilômetros. A recarga rápida, de até 125 kW em corrente contínua, permitirá ir de 10% a 80% da carga em cerca de 20 minutos, dado que reforça a proposta de uso urbano e interurbano com conveniência.

Com cerca de 4,10 metros de comprimento, o ID.2 X deve entregar espaço interno e capacidade de porta-malas comparáveis aos de modelos de categoria superior, característica relevante para consumidores que priorizam versatilidade em um carro compacto. O preço estimado varia entre 25 mil e 30 mil euros, o que representa algo em torno de 160 mil a 190 mil reais em conversão direta, antes de subsídios governamentais.

O posicionamento é claro: competir entre os B-SUVs, segmento no qual o T-Cross se consolidou no Brasil como um dos mais vendidos. Entre os prováveis concorrentes internacionais do ID.2 X estão nomes relevantes da nova geração de elétricos compactos, como BYD Atto 2 (Yuan Pro), Citroën ë-C3 Aircross, Fiat 600e, Ford Puma Gen-E, Opel Mokka Electric e Renault 4 E-Tech. Esse cenário evidencia a disputa intensa entre marcas tradicionais e novatas no mercado europeu, e que tende a influenciar mercados emergentes.

Apesar de ser apresentado na Alemanha, há incerteza sobre sua chegada ao Brasil em curto prazo. O histórico da Volkswagen aponta que lançamentos elétricos no continente europeu costumam demorar a serem oferecidos na América Latina, que ainda convive com maior demanda por modelos a combustão e híbridos. No entanto, o avanço da infraestrutura e a pressão competitiva de marcas chinesas podem acelerar a estratégia.

Fonte: UOL.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.