Volkswagen Tera 2025 é o segundo carro mais exportado da VW do Brasil
O Volkswagen Tera 2025 mal chegou e já virou o embaixador da nova fase da Volkswagen no Brasil. Em apenas cinco meses, o SUV produzido em Taubaté (SP) conquistou as ruas brasileiras e atravessou fronteiras: são mais de 22 mil unidades exportadas para 18 países da América Latina. O feito coloca o modelo como o segundo mais exportado pela marca no país, atrás apenas do Polo, e revela um movimento maior — o reposicionamento da indústria nacional no mapa global da montadora.
Pontos Principais:
- Tera 2025 já é o segundo modelo mais exportado da Volkswagen do Brasil.
- Mais de 22 mil unidades enviadas a 18 países da América Latina em 2025.
- Produção exclusiva em Taubaté reforça protagonismo da engenharia nacional.
- Exportações totais da Volkswagen crescem 37% e superam 100 mil veículos.
- O Polo segue líder entre hatches, enquanto T-Cross domina os SUVs no país.
A Argentina e o México lideram as importações do Tera, seguidos por Chile e Colômbia. Mas o impacto do SUV vai além dos números. Desde que chegou às concessionárias em junho, o modelo mostrou força de mercado com mais de 12 mil pedidos nas primeiras horas do lançamento e desempenho comercial que o tornou o carro de passeio mais vendido do Brasil em outubro. É uma ascensão rara, que combina apelo emocional com uma leitura precisa do que o público da região quer dirigir.

A estratégia da Volkswagen para o Tera é ambiciosa e tem base local. O SUV foi desenhado, desenvolvido e produzido inteiramente no Brasil, o que reforça a autonomia da operação sul-americana dentro do grupo global. Essa regionalização vem se mostrando decisiva: os consumidores latino-americanos valorizam veículos com visual imponente, boa dirigibilidade e custo competitivo. O Tera entrega exatamente isso, mas com a vantagem de levar o selo de qualidade da Volkswagen.
Exportações em alta e domínio nos principais segmentos
O sucesso do Tera é parte de um panorama mais amplo. De janeiro a outubro de 2025, a Volkswagen do Brasil exportou 107.989 veículos, um salto de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa se consolida como a maior exportadora do setor automotivo brasileiro, com mais de 4,4 milhões de unidades enviadas ao exterior desde 1970. E o ritmo não deve desacelerar: os embarques cresceram em todos os principais destinos, com destaque para o aumento de 58% nas vendas para a Argentina e de 69% para o Chile.
Nas ruas brasileiras, a Volkswagen vive um momento igualmente positivo. A marca lidera os dois principais segmentos do mercado nacional: o Polo domina entre os hatches, com mais de 104 mil unidades emplacadas no ano, enquanto o T-Cross segue como o SUV mais vendido de 2025, com mais de 74 mil unidades. Juntos, esses modelos formam uma base sólida para o sucesso da montadora, que combina escala de produção, reconhecimento de marca e competitividade no pós-venda.
Uma operação de exportação cada vez mais estratégica

Por trás dos números impressionantes, há uma engrenagem de logística e planejamento que sustenta o crescimento. A Volkswagen opera em quatro portos brasileiros — Santos, Suape, Vitória e Paranaguá —, garantindo fluidez entre as rotas de exportação e importação. Essa integração entre produção, vendas e logística tem sido apontada como diferencial para o aumento das exportações, com operações mais ágeis e menor tempo de entrega aos mercados internacionais.
A expansão internacional também reforça a importância da engenharia brasileira dentro do grupo. Com o Tera, o país demonstra capacidade de desenvolver produtos com apelo global, adaptados a mercados exigentes e de realidades distintas. É um símbolo da maturidade industrial e da relevância que o Brasil volta a conquistar na estratégia mundial da Volkswagen.
Um marco para o futuro da indústria automotiva brasileira

O desempenho do Tera consolida um novo capítulo da Volkswagen do Brasil. Em um cenário de intensa competição e transição tecnológica, o sucesso de um modelo concebido e produzido localmente mostra que o país ainda é um polo estratégico de inovação e qualidade. O crescimento nas exportações e a liderança no mercado interno sinalizam que a marca conseguiu encontrar um ponto de equilíbrio entre escala, eficiência e desejo do consumidor.
Mais do que um case comercial, o Tera se torna símbolo de um novo ciclo da indústria nacional — em que o Brasil não apenas consome, mas também exporta tecnologia, design e confiança. O futuro da Volkswagen na América do Sul parece traçado na mesma direção: feito no Brasil, com destino ao mundo.
Fonte: Vwnews.



































