Volkswagen Tera 2026 é sucesso no lançamento, mas Tera 1.0 MPI encalha com apenas 46 vendas no Brasil
O Volkswagen Tera foi apresentado ao mercado brasileiro em junho de 2025 com números impressionantes. A pré-venda registrou 12 mil reservas em menos de uma hora, um marco que colocou o modelo entre os lançamentos mais comentados da indústria automotiva recente. A expectativa era de que o SUV se consolidasse rapidamente como uma das principais opções entre os compactos, disputando espaço com Fiat Pulse, Renault Kardian e Nissan Kicks.
Pontos Principais:
- Volkswagen Tera teve pré-venda recorde com 12 mil reservas em uma hora.
- A versão 1.0 MPI vendeu apenas 46 unidades até julho de 2025.
- Configurações automáticas Comfort e High concentraram mais de 90% das vendas.
- Concorrência interna com o T-Cross e externa com Pulse e Kicks afetaram o desempenho.
- A Volkswagen promete produção plena do Tera a partir de setembro em Taubaté.
Apesar da euforia inicial, a versão de entrada não acompanhou o ritmo. O Tera 1.0 MPI aspirado, equipado com motor de 84 cv no etanol e preço sugerido de R$ 105.890, registrou apenas 46 unidades emplacadas até julho. De acordo com levantamento da consultoria K.Lume, o volume corresponde a apenas 0,7% do total de 5.994 unidades vendidas do modelo. Na prática, o carro que deveria atrair consumidores em busca de uma opção acessível se tornou quase invisível nas ruas.

Os dados mostram uma preferência clara por versões mais equipadas. As duas configurações manuais – o Tera MPI e o Tera TSI 1.0 turbo, de R$ 118.990 – somaram juntas apenas 9,6% do total de vendas, com 529 unidades para o turbo. Já os modelos automáticos dominaram o mercado: o Tera Comfort, de R$ 128.890, vendeu 1.051 unidades, enquanto o topo de linha High, de R$ 141.890, concentrou 4.368 registros. O mix de vendas revela que o consumidor brasileiro não se contentou com a proposta básica do modelo.
A mesma tendência aparece nos concorrentes. O Fiat Pulse, por exemplo, vendeu 2.374 unidades de sua versão 1.3 aspirada até julho, também com participação reduzida de 9,5% do total. Mas a diferença está nas opções híbridas leves, como Audace e Impetus, que puxaram a marca para cima com mais de 9,7 mil unidades somadas, além da versão esportiva Audace, com até 185 cv, que atraiu 1.570 compradores.
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Além da concorrência externa, o Tera enfrenta um obstáculo interno. O T-Cross 200 TSI, best-seller da Volks, entrou em promoção com desconto expressivo, passando de R$ 154.990 para R$ 137.854. Essa oferta posicionou o T-Cross como uma alternativa mais vantajosa que o Tera High, minando o apelo do novo modelo. Na prática, a própria Volkswagen criou uma situação de sobreposição, em que seu carro mais antigo se mostrou mais atraente do que a novidade recém-lançada.
Do lado institucional, a Volks afirma que a produção ainda não atingiu capacidade plena. Segundo o CEO da marca no Brasil, Ciro Possobom, o Tera foi prejudicado pela necessidade de ampliar a fabricação do Polo, impulsionado pelo programa Carro Sustentável do governo federal, que zerou o IPI do hatch e provocou corrida às concessionárias. Como os dois modelos são produzidos em Taubaté, houve disputa por espaço na linha de montagem, o que limitou as entregas do SUV.
Enquanto a produção tenta se ajustar, o mercado expõe um movimento já consolidado: os consumidores priorizam desempenho e conforto, mesmo pagando mais. A baixa aceitação do Tera MPI mostra que, em um cenário competitivo e exigente, versões de entrada aspiradas perdem espaço. O sucesso do lançamento geral do modelo contrasta com o fracasso da versão básica, que se tornou um caso raro entre os SUVs mais comentados de 2025.
Fonte: QuatroRodas, Garagem360 e Terra.


































