O mercado de SUVs no Brasil atravessa um momento de forte competitividade, e setembro trouxe uma novidade que chamou atenção de consumidores e especialistas. O Volkswagen Tera, recém-chegado ao portfólio da marca, alcançou a quarta posição no ranking de vendas com 2.600 unidades emplacadas até o dia 12. O resultado confirma a boa recepção do público e coloca o modelo em confronto direto com o T-Cross, que aparece em terceiro lugar com 2.624 unidades, uma diferença mínima de apenas 24 emplacamentos.
A ascensão do Tera evidencia o apetite da Volkswagen em diversificar sua estratégia no segmento de utilitários esportivos. Até pouco tempo atrás, a marca concentrava sua força no T-Cross e no Nivus, mas a chegada do novo SUV ampliou as possibilidades para clientes que buscam opções entre o compacto e o médio. O desempenho inicial reforça que há espaço para crescimento, especialmente porque o modelo desafia um concorrente interno de grande popularidade.
No topo do ranking, o Toyota Corolla Cross se mantém soberano com 3.191 unidades, seguido pelo Hyundai Creta, com 2.784. A disputa pelo terceiro lugar se mostra como o ponto mais quente do mercado, já que o T-Cross e o Tera estão praticamente empatados. Esse cenário abre margem para mudanças rápidas conforme os próximos dias de vendas avancem.
Na sequência aparecem nomes consolidados como Chevrolet Tracker, com 2.551 unidades, Nissan Kicks, com 2.287, e Fiat Fastback, que soma 2.187 emplacamentos. Esses modelos continuam como pilares do segmento, oferecendo versões competitivas para consumidores que buscam equilíbrio entre preço, equipamentos e desempenho. Ainda assim, o destaque da Volkswagen no mês roubou parte dos holofotes dessa faixa.
Outro ponto de análise é a movimentação no meio da tabela. Nivus, Renegade, Compass e HR-V sustentam boas vendas e mostram consistência, mesmo sem alcançar o pódio. São opções que, embora menos explosivas em resultados, seguem como alternativas sólidas para quem busca confiabilidade e diversidade de versões. Essa estabilidade demonstra que o consumidor brasileiro ainda valoriza modelos tradicionais com histórico já consolidado.
Na parte final do ranking, a presença de SUVs médios e de nicho também chama a atenção. O CAOA Chery Tiggo 8, o Haval H6 e o Renault Kardian ocupam posições intermediárias, enquanto nomes como VW Taos e Ford Territory aparecem mais abaixo, refletindo desafios comerciais. Modelos premium como BMW X1 e Volvo XC60 fecham a lista, reforçando o caráter de exclusividade, mas em volumes bem menores quando comparados aos líderes.
Esse retrato do mercado até o dia 12 de setembro confirma a pluralidade de escolhas disponíveis ao consumidor brasileiro e sinaliza uma disputa cada vez mais fragmentada. O avanço do Volkswagen Tera indica que a competição interna da própria marca será um dos pontos de maior interesse no curto prazo, já que a proximidade com o T-Cross pode redefinir estratégias comerciais e até mesmo campanhas de marketing. O cenário atual mostra que cada unidade conta, e o público tem sido determinante na configuração desse jogo de forças.
Fonte: Fenabrave e Mundodoautomovelparapcd.