A Volkswagen prepara uma ampla transformação industrial e tecnológica na América do Sul, com um investimento de R$ 20 bilhões até 2028. Desse total, R$ 16 bilhões serão aplicados no Brasil, impulsionando a eletrificação de toda a linha e garantindo versões híbridas-leves, convencionais e plug-in para todos os modelos produzidos na região.
O anúncio marca o início de uma nova fase na estratégia regional da marca, que pretende consolidar a presença em mercados emergentes sem abrir mão da inovação. O acordo com o BNDES, que assegura R$ 2,3 bilhões em linhas de crédito, será essencial para financiar o desenvolvimento de tecnologias avançadas, como os sistemas Adas, conectividade digital e inteligência artificial Otto.
Entre as prioridades do plano, está a modernização das fábricas e a adoção de plataformas globais adaptadas ao uso de motores híbridos flex, desenvolvidos para operar com etanol. A unidade de Anchieta, em São Bernardo do Campo, será pioneira ao produzir o primeiro veículo com a plataforma MQB37, que estreará na próxima geração do T-Cross e do Nivus, ambos equipados com o novo sistema HEV flex.
Antes mesmo desses lançamentos, a Volkswagen introduzirá em 2026 uma nova geração da picape Saveiro, fabricada no Paraná, com sistema híbrido-leve de 48 volts. A tecnologia MHEV amplia o torque em baixas rotações e reduz o consumo, oferecendo mais eficiência sem comprometer o desempenho. A novidade também chegará ao SUV Tera, um dos modelos inéditos previstos no ciclo de investimento.
Com o plano, a Volkswagen pretende atender à crescente demanda por carros mais limpos e eficientes, alinhados às metas globais de descarbonização. A marca aposta em soluções híbridas como etapa intermediária rumo à eletrificação total, aproveitando a infraestrutura flex brasileira e a experiência acumulada na produção local de motores e transmissões.
O pacote de investimento ainda inclui o fortalecimento de sistemas de conectividade e automação, com integração ao ecossistema digital da marca. A plataforma Otto, voltada à inteligência embarcada, será expandida para todos os novos modelos, permitindo atualização remota de software e personalização de desempenho.
Essa estratégia reafirma a posição da Volkswagen como uma das protagonistas na transição energética da indústria automotiva no continente, combinando produção nacional, inovação tecnológica e adaptação às particularidades do mercado sul-americano.
Fonte: Vwnews.