Chevrolet Captiva EV 2026 estreia como carro elétrico com foco em uso diário eficiente e interior tecnológico

O Captiva EV reposiciona a Chevrolet nos SUVs elétricos trazendo autonomia urbana, interior amplo, pacote completo e estratégia alinhada à expansão do segmento.
Publicado por em Chevrolet dia | Atualizado em
Chevrolet Captiva EV 2026 estreia como carro elétrico com foco em uso diário eficiente e interior tecnológico

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O Chevrolet Captiva EV 2026 não é apenas um novo modelo na prateleira da Chevrolet. Ele simboliza uma guinada calculada, moldada por métricas de mercado, pela pressão dos elétricos chineses e pela necessidade da marca de ocupar um espaço que vinha sendo preenchido por outras fabricantes. A novidade chega em um momento em que os hatches elétricos já cumpriram seu papel inicial, e a disputa agora migra para SUVs de porte médio, onde valor percebido, autonomia e pacote tecnológico fazem toda a diferença.

Pontos Principais:

  • SUV elétrico pensado para uso urbano eficiente.
  • Autonomia realista de 304 km e consumo moderado.
  • Conforto simples, tecnologia útil e segurança ativa.
  • Bom para trajetos diários e viagens ocasionais.
  • Preço aproximado: R$ 200 mil.

O histórico do nome Captiva, a escolha pela plataforma asiática, a chegada ao Brasil importado e o conjunto técnico que privilegia uso urbano formam um enredo que reposiciona a GM dentro de um segmento que amadurece rápido. Ao mesmo tempo, o carro revela uma estratégia mais ampla de ampliação de portfólio, integração industrial e possível nacionalização futura.

Um retorno de nome conhecido com função totalmente nova

O Captiva EV começa entregando o que importa no uso diário, combinando conforto imediato, rodagem silenciosa e interior amplo para quem precisa de um SUV elétrico funcional sem complicação.
O Captiva EV começa entregando o que importa no uso diário, combinando conforto imediato, rodagem silenciosa e interior amplo para quem precisa de um SUV elétrico funcional sem complicação.

A escolha por reviver o nome Captiva não é acidental. Ele funciona como ponte emocional para um público que já teve contato com o SUV original, vendido entre 2008 e 2017. Agora, o nome reaparece aplicado em um projeto totalmente diferente, derivado do Wuling Starlight S e ajustado pelos centros globais da Chevrolet. O objetivo é simples: aproveitar um rótulo de confiança para introduzir um produto de plataforma chinesa, mas adaptado às expectativas brasileiras.

Dimensões, proposta e encaixe na linha Chevrolet

O consumo de energia se mantém consistente dentro dos 304 km de autonomia do ciclo Inmetro, reforçando a vocação urbana do modelo e sua adequação ao perfil de quem faz deslocamentos regulares e curtos.
O consumo de energia se mantém consistente dentro dos 304 km de autonomia do ciclo Inmetro, reforçando a vocação urbana do modelo e sua adequação ao perfil de quem faz deslocamentos regulares e curtos.

Com 4,74 metros de comprimento e entre eixos de 2,80 metros, o Captiva EV ocupa um espaço estratégico entre o Spark EUV e o Equinox EV. Essa posição intermediária mira consumidores que querem um SUV maior e mais confortável, mas não precisam de autonomia ou potência de modelos mais caros. A marca deixa claro que o foco é o uso urbano, com autonomia moderada e um conjunto que conversa com o cotidiano.

Interior pensado para agradar o público brasileiro

Na dirigibilidade, o modelo reforça a sensação de segurança com assistência ativa, controle preciso em curvas e comportamento que transmite estabilidade mesmo em vias irregulares, algo essencial no uso real.
Na dirigibilidade, o modelo reforça a sensação de segurança com assistência ativa, controle preciso em curvas e comportamento que transmite estabilidade mesmo em vias irregulares, algo essencial no uso real.

Conforto e soluções práticas

  • Acabamentos de toque macio
  • Bancos traseiros reclináveis
  • Duas opções de cores internas
  • Painel minimalista com poucos comandos físicos

A cabine não tenta replicar o refinamento de SUVs muito mais caros. Em vez disso, aposta em soluções funcionais, como o banco traseiro que reclina até 30 graus, portas com toque macio e ergonomia simples, reforçando a vocação familiar. A central multimídia de 15,6 polegadas e o quadro digital de 8,8 polegadas assumem protagonismo no interior, servindo como ponto de contato direto com o público que já considera telas grandes um requisito básico.

Equipamentos que o alinham à concorrência chinesa

  • Visão 360
  • Quatro portas USB
  • Chave presencial e partida por botão
  • Teto panorâmico e iluminação interna touch
  • Porta malas de 403 litros

O pacote é coerente com o que o segmento exige, e não tenta ultrapassar a concorrência pela via do luxo, mas sim pela praticidade.

Tecnologia embarcada e direção sem ruídos

O interior privilegia ergonomia e espaço, trazendo bancos reclináveis, telas grandes e poucos comandos físicos. A cabine aposta em conforto simples, mas eficiente, com acabamento adequado ao segmento.
O interior privilegia ergonomia e espaço, trazendo bancos reclináveis, telas grandes e poucos comandos físicos. A cabine aposta em conforto simples, mas eficiente, com acabamento adequado ao segmento.

O Captiva EV adota o conjunto Chevrolet Intelligent Driving, somando controle de cruzeiro adaptativo em curvas, frenagem autônoma, assistente de permanência em faixa e faróis inteligentes. Não é um pacote de nível premium, mas posiciona o modelo entre os elétricos mais completos dessa faixa de preço.

A condução é silenciosa e previsível, com 201 cv e 31,6 kgfm entregues de forma imediata, típicos dos motores elétricos. A aceleração de 0 a 100 km h em 9,9 segundos reforça a vocação urbana, enquanto a bateria LFP de 60 kWh e autonomia de 304 km no ciclo Inmetro mostram que a GM priorizou robustez e custo, não recordes de alcance.

Uma estratégia que vai além do próprio Captiva

O preço aproximado fica na casa de R$ 200 mil, posicionando o Captiva EV como opção para quem busca um SUV elétrico equilibrado, voltado a famílias que precisam de espaço, tecnologia útil e uso urbano eficiente.
O preço aproximado fica na casa de R$ 200 mil, posicionando o Captiva EV como opção para quem busca um SUV elétrico equilibrado, voltado a famílias que precisam de espaço, tecnologia útil e uso urbano eficiente.

O lançamento se encaixa em um movimento mais amplo da GM, que já oficializou a montagem do Spark EUV no Brasil, em regime SKD, no Polo Automotivo do Ceará. Essa reativação industrial deixa espaço aberto para que outros modelos da linha sejam nacionalizados nos próximos anos, movimento que reduz custos, agiliza logística e melhora competitividade.

O Captiva EV, com porte médio, vocação familiar e preço de 199.990 reais, é um candidato natural a entrar nesse ciclo futuro. Ele ocupa uma lacuna que a GM queria preencher: um SUV elétrico acessível o suficiente para incomodar Geely EX5, GAC Aion V, Leapmotor C10 e MGS5, mas ainda conectado à identidade Chevrolet.

O que o Captiva EV realmente muda para a GM

O que está em jogo não é apenas o lançamento de mais um elétrico. O Captiva EV marca o momento em que a Chevrolet abandona a postura experimental no segmento e assume um portfólio estruturado, com três pilares claros: entrada, intermediário e topo. Ao fazer isso, reforça sua presença num mercado que dobra de tamanho ano após ano e pressiona concorrentes tradicionais e chineses.

A chegada do Captiva não resolve todos os desafios da marca em eletrificação, mas pavimenta um caminho mais sólido, com produtos coerentes entre si e com a realidade brasileira. É um passo calculado, que reposiciona a GM numa disputa que não permite hesitação.

Fonte: Chevrolet.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.