Citroen Basalt fracassa em segurança e leva nota zero no Latin NCAP
Quando um modelo novo chega ao mercado prometendo apelo visual, tecnologia e bom custo, a expectativa do consumidor é de um pacote equilibrado. O Citroën Basalt, lançado no Brasil em outubro de 2024, oferecia motores 1.0 Firefly e 1.0 turbo T200, faixa de preço entre R$ 93.990 e R$ 114.990 e estrutura montada sob a plataforma CMP. Mas nos testes de segurança do Latin NCAP, o resultado foi devastador: ZERO estrelas.
Pontos Principais:
- Citroën Basalt obteve zero estrelas nos testes do Latin NCAP.
- Estrutura instável, ausência de airbags de cortina e falhas no cinto comprometeram segurança.
- Modelo indiano sai de fábrica com seis airbags, enquanto versão brasileira usa quatro.
- Hyundai Tucson, testado junto, conquistou cinco estrelas e amplia o contraste.
O Latin NCAP avaliou o Basalt em versões equipadas com quatro airbags e controle eletrônico de estabilidade (ESC). Os resultados apontaram desempenho estrutural instável, proteção insuficiente para adultos (39,37 %) e crianças (58,35 %), além de apenas 53,38 % em proteção de pedestres e 34,88 % no quesito assistência à segurança. A ausência de airbags de cortina, tanto dianteiros quanto traseiros, impediu a realização do teste de impacto lateral de poste. Falhas no tensionador do cinto do passageiro dianteiro reduziram a proteção torácica.
O órgão responsável também criticou a distribuição assimétrica de reforços estruturais — presente somente do lado do motorista — e a inexistência de interruptor para desligar o airbag do passageiro, bem como alertas de cinto fora do padrão de exigência. Ainda chamou atenção o contraste com o modelo vendido na Índia, que já sai de fábrica com seis airbags, reforçando a percepção de diferença de padrão entre mercados.
Em contraponto, o Hyundai Tucson submetido na mesma rodada conquistou cinco estrelas — tornou-se o primeiro da marca a atingir nota máxima no programa. Sua performance sólida em proteção a adultos, crianças, pedestres e integração de sistemas ADAS destacou a disparidade entre as abordagens de segurança adotadas pelas fabricantes. Um reflexo claro de prioridades distintas.
A montadora Stellantis, responsável pelo Citroën Basalt, posicionou-se oficialmente afirmando que todos seus modelos respeitam regulamentações vigentes e passam por protocolos internos rigorosos no Safety Center de Betim. Para a empresa, o conjunto estrutural com aço de alta resistência e arquitetura projetual asseguram proteção adequada ao habitáculo. No entanto, críticos apontam que essas garantias não se refletiram nos resultados publicados.
Mesmo após o lançamento da linha 2026, com melhorias de acabamento e ergonomia — como realocação dos comandos dos vidros traseiros e versão Dark Edition —, não houve recalibração estrutural ou inclusão de novos dispositivos de segurança. O Basalt continua vendido com quatro airbags em todas as versões, enquanto rivais elevam o padrão para seis ou mais e adotam recursos ADAS de série.
A nota zero do Basalt expõe uma discrepância grave: modelos vendidos em mercados emergentes enfrentam, muitas vezes, exigências inferiores. Enquanto consumidores exigem proteção e confiabilidade, o Basalt reforça a urgência de transparência e padronização global de segurança veicular.
Fonte: Latinncap.


































