O Mercedes-Benz que marcou a fase mais turbulenta da vida de Britney Spears
Pontos Principais:
- O carro de Britney Spears era um Mercedes-Benz CLK 350 Cabriolet 2006, visto em quase todos os episódios de perseguição por paparazzi em Los Angeles.
- O veículo ficou associado ao colapso público da cantora em 2007, com registros de crises, fugas e confrontos cercados por fotógrafos.
- Após a tutela judicial, o carro deixou de circular e passou a ser tratado como item histórico da cultura pop, exibido e colocado à venda.
- Hoje, o valor do modelo comum é de usado, mas o exemplar ligado a Britney foi precificado muito acima pelo peso simbólico e documental.
A confirmação do show da Britney Spears no Rio em 2026 nos faz lembrar de sua história, inclusive com seu famoso Mercedes-Benz.
Britney Spears viveu, no início dos anos 2000, um nível de exposição que poucas celebridades da história enfrentaram. O que começou como uma carreira meteórica no pop se transformou em uma vigilância permanente, com fotógrafos seguindo cada passo, cada saída de casa, cada ida ao supermercado. No meio desse cerco constante, um carro específico passou a fazer parte inseparável de sua imagem pública: um Mercedes-Benz conversível preto, que se tornou palco dos episódios mais tensos e simbólicos do período mais conturbado de sua vida.
Esse automóvel não ficou famoso por velocidade, luxo ou tecnologia. Ficou famoso porque era onde Britney tentava se esconder do mundo, e onde o mundo sempre a encontrava. Dentro dele, a cantora buscava escapar da multidão, falar ao telefone, chorar, dirigir sem rumo, tentar manter algum controle sobre a própria rotina. Do lado de fora, dezenas de câmeras, flashes e motocicletas de paparazzi a perseguiam em comboios que lembravam cenas de filmes, mas eram absolutamente reais.
O Mercedes de Britney se transformou em uma espécie de cápsula de sobrevivência em meio ao caos, um espaço mínimo de privacidade cercado por uma indústria que lucrava com cada segundo de sua fragilidade.
O contexto: fama extrema e perseguição diária
Entre 2006 e 2007, Britney Spears era uma das pessoas mais fotografadas do planeta. Qualquer deslocamento, por mais banal que fosse, virava manchete. Saídas noturnas, consultas médicas, visitas a amigos, tudo era registrado por lentes que não respeitavam distância, nem limites físicos, nem emocionais.
Os paparazzi passaram a seguir seus carros em alta velocidade, bloqueando ruas, cercando entradas de estacionamentos e formando verdadeiros engarrafamentos humanos ao redor do veículo. O automóvel deixou de ser apenas transporte e virou o último refúgio móvel possível.
- Fotógrafos colavam suas motos ao para-choque do carro.
- Flashes eram disparados a poucos centímetros dos vidros.
- Helicópteros acompanhavam deslocamentos pela cidade.
- Vídeos eram vendidos em tempo real para emissoras do mundo todo.
O modelo que a acompanhava: Mercedes-Benz CLK 350 Cabriolet
O carro que se tornou inseparável dessa fase era um Mercedes-Benz CLK 350 Cabriolet, da geração W209, ano-modelo 2006. Conversível, duas portas, acabamento premium e motor V6, ele representava o padrão de luxo comum entre celebridades de Beverly Hills, mas ganhou um significado completamente diferente ao ser associado diariamente à imagem de Britney em crise.
A carroceria preta, o interior claro e a capota de lona apareciam em praticamente todas as fotos daquele período. Em muitos registros, a cantora era vista com o capô cercado por dezenas de câmeras, tentando entrar ou sair do veículo protegendo o rosto com as mãos.
Os episódios mais emblemáticos ao redor do carro
Foi ao volante desse Mercedes que Britney protagonizou cenas que entraram para a história da cultura pop. Em uma delas, cercada por fotógrafos, ela perdeu o controle emocional e reagiu fisicamente contra um carro da imprensa. Em outra, foi flagrada chorando dentro do veículo, parada em um estacionamento, enquanto dezenas de flashes iluminavam o interior.
O carro virou:
- Refúgio improvisado para ligações pessoais.
- Cenário de crises transmitidas ao vivo para o mundo.
- Objeto de disputa entre fotógrafos por ângulos exclusivos.
- Símbolo visual da perda de privacidade total.
Cada nova foto reforçava a narrativa de colapso, e o Mercedes aparecia sempre como pano de fundo, silencioso, mas constante.
O colapso de 2007 e a tutela judicial
Em 2007, a situação atingiu o limite. Britney foi internada, perdeu temporariamente a guarda dos filhos e acabou colocada sob tutela judicial, que retirou dela o controle sobre decisões financeiras e pessoais por mais de uma década.
O Mercedes, que a acompanhara nos dias de maior exposição, deixou de ser visto com a mesma frequência. A rotina passou a ser rigidamente controlada, e a circulação sem escolta praticamente desapareceu. O carro, que antes era presença diária nas capas de tabloides, sumiu das ruas.
De objeto de escândalo a peça histórica
Anos depois, o mesmo Mercedes-Benz que havia sido símbolo de perseguição e fragilidade ganhou outro status: o de objeto histórico da cultura pop. O veículo foi preservado, exibido em museus e chegou a ser colocado à venda como peça de colecionador, associado diretamente ao nome de Britney Spears e aos acontecimentos de 2007.
O valor do carro deixou de ser apenas mecânico. Passou a ser simbólico, ligado a um dos períodos mais documentados da história recente do entretenimento.
- O carro foi exibido em exposições temáticas sobre celebridades.
- Foi citado em documentários e reportagens retrospectivas.
- Teve seu valor inflacionado por estar ligado a um episódio histórico.
Quanto vale hoje um CLK 350 como o de Britney
No mercado de usados, um Mercedes-Benz CLK 350 Cabriolet 2006, em bom estado, costuma custar hoje valores bem inferiores aos de superesportivos ou clássicos raros. Nos Estados Unidos, exemplares comuns variam, em média, entre 15 mil e 25 mil dólares, dependendo de quilometragem e conservação.
Já o carro associado diretamente a Britney Spears foi anunciado por valores próximos de 70 mil dólares, não pelo que entrega em desempenho, mas pelo peso cultural e histórico.
O fim da história: o destino do Mercedes de Britney
O automóvel não voltou para a rotina da cantora. Tornou-se peça de acervo, memória material de um período que ela própria descreveu, anos depois, como traumático. O Mercedes deixou de rodar anonimamente pelas ruas e passou a existir como objeto de contemplação, associado a uma narrativa de excesso de exposição, perda de controle e reconstrução pessoal.
Hoje, ele é lembrado não como um simples conversível da Mercedes-Benz, mas como um dos símbolos mais fortes da relação entre fama, mídia e saúde mental no século XXI.
O carro que um dia foi fuga virou lembrança. E a lembrança, por sua vez, virou alerta sobre os limites da exploração da vida privada.
Ficha técnica Mercedes-Benz CLK 350 Cabriolet 2006
| Modelo | Mercedes-Benz CLK 350 Cabriolet (W209) |
|---|---|
| Ano-modelo | 2006 |
| Motor | V6 3.5 litros aspirado |
| Código do motor | M272 |
| Potência | 268 cv |
| Torque | 35,7 kgfm |
| Transmissão | Automática 7G-Tronic, 7 marchas |
| Tração | Traseira |
| 0 a 100 km/h | Aproximadamente 6,7 segundos |
| Velocidade máxima | Limitada eletronicamente a 250 km/h |
| Comprimento | 4.652 mm |
| Largura | 1.740 mm |
| Altura | 1.413 mm |
| Entre-eixos | 2.715 mm |
| Porta-malas | 276 litros (com capota fechada) |
| Configuração | Conversível, 2 portas, 4 lugares |



































