Honda WN7 é a primeira moto elétrica da marca com desempenho de 600 cm³

Honda lança a WN7, sua primeira moto elétrica com desempenho equivalente a 600 cm³, torque comparável a 1000 cm³, recarga rápida CCS2 em 30 minutos e autonomia de 130 km.
Publicado por em Honda Motos dia
Honda WN7 é a primeira moto elétrica da marca com desempenho de 600 cm³

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A Honda deu um passo importante em sua estratégia global de eletrificação ao oficializar o lançamento da WN7, sua primeira motocicleta elétrica de maior porte. A apresentação ocorreu na Europa e marcou a transição da marca para além das scooters eletrificadas, posicionando o novo modelo no segmento das nakeds intermediárias, tradicionalmente ocupado por motos a combustão de 600 cilindradas.

Pontos Principais:

  • A Honda lançou a WN7, sua primeira moto elétrica de maior porte.
  • O desempenho equivale a 600 cm³ em potência e 1000 cm³ em torque.
  • A autonomia é de 130 km, com recarga rápida em 30 minutos.
  • O modelo reforça o plano global de neutralidade de carbono da Honda.

A WN7 foi derivada do conceito EV Fun, mostrado no Salão de Milão em 2024, e chega ao mercado com a promessa de unir estilo esportivo e inovação tecnológica. A sigla do modelo carrega significados estratégicos: “W” vem de “Be the Wind”, expressão que simboliza fluidez; “N” remete ao estilo naked; e o número “7” posiciona a moto na faixa das 700 cilindradas, aproximando sua proposta das médias a combustão.

A Honda oficializou a WN7, sua primeira moto elétrica de maior porte, inspirada no conceito EV Fun exibido em 2024, reforçando sua entrada no mercado de elétricas.
A Honda oficializou a WN7, sua primeira moto elétrica de maior porte, inspirada no conceito EV Fun exibido em 2024, reforçando sua entrada no mercado de elétricas.

O desempenho anunciado pela fabricante é um dos pontos centrais. A WN7 oferece potência equivalente a modelos de 600 cm³ e torque próximo a motocicletas de 1000 cm³, o que garante acelerações fortes e um caráter urbano-esportivo. Essa entrega de força reforça a intenção da Honda de disputar espaço em um nicho até agora dominado por alternativas a combustão.

A autonomia é estimada em 130 quilômetros com uma carga completa da bateria de íons de lítio fixa. Para atender diferentes perfis de uso, a moto adota o padrão CCS2 de recarga, que permite carregar de 20% a 80% em apenas 30 minutos em estações rápidas. Em casa, o tempo estimado para recarregar totalmente é inferior a três horas, dependendo da rede elétrica disponível.

No campo do design, a WN7 aposta em linhas futuristas, sem carenagens, reforçando a identidade naked e aproveitando a liberdade de construção típica dos elétricos. O painel TFT de 5 polegadas vem integrado ao sistema Honda RoadSync, ampliando a conectividade e oferecendo recursos que aproximam a moto da experiência digital que a marca pretende consolidar.

O lançamento também faz parte de uma estratégia mais ampla: a Honda estabeleceu metas de neutralidade de carbono para 2050 e pretende tornar sua linha de motocicletas totalmente neutra em emissões já na década de 2040. Nesse contexto, a WN7 surge como o primeiro degrau de um portfólio que vai muito além das scooters EM1, Activa e: e QC1, já disponíveis em alguns mercados internacionais.

Para o Brasil, a expectativa é de que um modelo elétrico da Honda seja anunciado ainda em 2025. Até o momento, as scooters indianas não foram confirmadas para o país, mas a chegada da WN7 indica que a estratégia pode mudar. A fabricante ainda não revelou preços ou cronograma de vendas, mas sinaliza um avanço claro na direção da eletrificação em larga escala.

Fonte: Global, AutoPapo e

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.