A Honda Hornet nunca foi apenas uma motocicleta. Foi uma ideia de liberdade, um ponto de encontro entre potência e controle. Duas décadas depois de ter redefinido o conceito de naked urbana, ela renasce como CB750 Hornet — uma nova geração que mistura nostalgia, inovação e um toque de rebeldia tecnológica.
Honda CB750 Hornet 2026

BRL 54000
Há algo de deliberado nessa escolha. Num mercado em que as marcas apostam em motos cada vez mais eletrônicas e complexas, a Honda resgata um nome que evoca o instinto puro de pilotar. Criada em Roma, no centro de design europeu da marca, a nova Hornet é a resposta da Honda a uma pergunta que ela mesma ajudou a criar: ainda é possível sentir o asfalto sem filtros?
O visual da Honda CB750 Hornet 2026 não tenta ser simpático. É uma moto que parece avançar mesmo parada. O tanque inspirado nas asas de uma vespa dá ao corpo uma tensão muscular, enquanto a dianteira, com farol duplo em LED, exibe a expressão de um predador urbano.
Mas o estilo não está ali só para impressionar. O assento a 795 mm do solo, o guidão largo e as pedaleiras recuadas foram pensados para dar ao piloto controle absoluto — a mesma sensação que fez a Hornet original ser adorada nos anos 1990. O painel TFT de 5 polegadas é o elo entre o analógico e o digital: moderno, mas ainda fiel à simplicidade que define uma naked.
A tecnologia CAN simplifica o sistema elétrico, ligando o cérebro eletrônico da moto a cada comando do piloto. O resultado é uma experiência de pilotagem limpa, direta, sem sobras. Quando o farol acende e o som do motor preenche o ar, é difícil não pensar: a Hornet está viva novamente.
No coração da nova Hornet pulsa um bicilíndrico de 755 cm³, compacto e vigoroso. São 69,3 cv e 7,04 kgf.m de torque, entregues com a precisão que só a engenharia japonesa consegue alcançar. Mas potência, aqui, é apenas parte da conversa.
O virabrequim de 270° dá ao motor uma assinatura sonora única — um ronco grave, pulsante, que lembra o ritmo irregular de uma respiração antes da aceleração. O sistema Unicam, vindo das motos de competição CRF, reduz peso e melhora a eficiência. E o Vortex Flow Duct, nome quase poético, faz o ar girar dentro da admissão antes da explosão, garantindo respostas imediatas.
O acelerador eletrônico TBW abre espaço para cinco modos de pilotagem: Sport, Rain, Standard e dois personalizáveis. Cada um muda o comportamento da moto, do selvagem ao contido. Mas a essência permanece: um torque que chega cedo, convidando o piloto a brincar com o limite.
A ciclística é o segredo da CB750 Hornet. O chassi Diamond de aço pesa apenas 16,6 kg — leve o bastante para dançar entre curvas, firme o suficiente para segurar o ímpeto do motor. Com 1.420 mm de entre-eixos e 180 kg a seco, ela é ágil, compacta e previsível, uma combinação que poucas naked conseguem alcançar.
Na dianteira, o garfo invertido Showa SFF-BP de 41 mm absorve irregularidades com delicadeza cirúrgica. Atrás, o Pro-Link ajustável em sete níveis mantém a traseira colada ao solo mesmo em frenagens intensas. O sistema de freios com discos duplos de 296 mm e pinças radiais Nissin é digno de motos maiores — e reforça a sensação de que cada centímetro da Hornet foi pensado para o prazer de pilotar.
A Honda sabe que uma Hornet nunca foi feita para ser discreta. Por isso, oferece acessórios oficiais que reforçam o estilo da moto: slider de proteção, assento monoposto e uma linha de vestuário desenvolvida com a Alpinestars. É mais do que estética — é pertencimento.
Cada detalhe comunica o espírito Hornet: urbano, esportivo, provocador. É uma moto que parece sussurrar ao piloto para sair mais cedo de casa, escolher um caminho mais longo e deixar o trânsito para trás.
Com preço sugerido de R$ 53.694,00 e garantia de três anos, a CB750 Hornet 2026 chega ao mercado em novembro. As cores Branco Perolizado e Preto Metálico combinam com o tom sóbrio da proposta: uma moto que prefere falar com o desempenho, não com o cromado.
No fim, a nova Hornet não é apenas uma homenagem ao passado. É uma lembrança de que a pilotagem ainda pode ser visceral. Que entre o ronco do motor e a vibração no guidão, existe um espaço que nenhuma tecnologia substitui — o prazer de estar no controle.
E, de certa forma, é nisso que a Honda parece acreditar. Num mundo que busca automatizar tudo, a Hornet reaparece para lembrar que o ser humano ainda tem um papel na máquina.
Fonte: Honda.