Vale a pena comprar a Honda Pop 110i ES 2025 ou é simples demais?
A Honda Pop 110i ES 2025 é a prova de que a simplicidade pode, sim, evoluir. Nascida como a moto que introduziu milhões de brasileiros ao mundo das duas rodas, ela chega à nova geração com mais conforto, facilidade de uso e eficiência. A Pop é para quem quer uma moto leve, confiável e fácil de manter, sem abrir mão da economia.
Mas também é importante dizer: ela não é para todos. Quem busca desempenho em estrada, tecnologia embarcada ou visual sofisticado vai achar a Pop básica demais. O segredo está em entender o propósito dela, que é ser acessível, resistente e prática no dia a dia urbano.
Os acertos da Honda: o equilíbrio entre leveza e tecnologia simples

O câmbio semiautomático de quatro marchas é o grande avanço da Pop 110i ES 2025. Ao eliminar a necessidade da embreagem, a pilotagem ficou mais intuitiva, especialmente para iniciantes. Essa simplicidade mecânica se traduz em conforto e segurança, reduzindo erros e fadiga no uso urbano intenso.
A partida elétrica é outro ponto que transforma a experiência diária. Não depender mais do pedal de arranque é uma conveniência que quem usa a moto todos os dias sente imediatamente. O novo motor, agora mais eficiente, entrega um pouco mais de potência e torque, sem alterar a suavidade e a economia que sempre caracterizaram a Pop.
A ergonomia continua exemplar. O assento baixo facilita o apoio dos pés no chão, e o peso de apenas 87 kg torna a moto ágil e fácil de manobrar. A suspensão bichoque e o sistema CBS reforçam a segurança e estabilidade. A Pop permanece uma moto leve, confiável e fácil de pilotar, qualidades que explicam seu sucesso contínuo no mercado.
Simplicidade que cobra seu preço

Mesmo com as melhorias, a Pop 110i ES continua sendo uma moto sem grandes refinamentos. O painel é simples e analógico, sem marcador de combustível digital ou funções extras. O design também mudou pouco, mantendo a identidade, mas sem transmitir modernidade.
O desempenho cumpre o prometido na cidade, mas fica limitado nas rodovias. As retomadas exigem paciência e o comportamento acima de 80 km/h deixa claro que o foco é o uso urbano. O espaço para garupa é pequeno, e o conforto em viagens mais longas é apenas razoável.
Ainda assim, é preciso reconhecer que essas limitações são resultado de escolhas coerentes com o objetivo do modelo. A Pop é projetada para baixo custo de manutenção e durabilidade, não para luxo ou desempenho esportivo. E nisso, ela segue imbatível.
Uso no dia a dia: leveza, economia e previsibilidade
A Pop 110i ES 2025 é a definição de previsibilidade no trânsito. Leve, compacta e fácil de conduzir, ela se adapta bem ao uso urbano, enfrentando congestionamentos e ruas estreitas com facilidade. O câmbio semiautomático facilita o uso em percursos curtos e repetitivos, reduzindo o cansaço de quem passa horas pilotando.
O consumo continua exemplar, com médias acima de 50 km/l, o que significa autonomia satisfatória mesmo com o tanque pequeno. A manutenção é simples e barata, com ampla oferta de peças e mão de obra. Isso a torna ideal para quem depende da moto como ferramenta de trabalho, como entregadores e comerciantes.
No uso real, a Pop se destaca justamente por ser leve e previsível. Não há surpresas. Ela faz o que promete, e essa confiabilidade é parte do motivo de seu sucesso.
Concorrência e contexto de mercado

No segmento das motos de entrada, a Pop 110i ES tem poucos rivais diretos. Modelos como a Shineray Jet 125 ou scooters pequenas competem em preço, mas não igualam a confiabilidade mecânica e a rede de assistência da Honda.
A Biz 110i é a concorrente mais próxima dentro da própria marca, oferecendo mais conforto e recursos, mas também com preço superior. Em comparação, a Pop é mais simples, mais leve e voltada ao público que quer o essencial.
Fora isso, nenhum outro modelo combina tão bem economia, confiabilidade e pós-venda. Por isso, a Pop 110i ES mantém uma posição de liderança sólida, especialmente entre novos motociclistas e trabalhadores que valorizam baixo custo e manutenção fácil.
Ficha Técnica e Detalhes
- Motor: Monocilíndrico OHC, arrefecido a ar.
- Cilindrada: 109,5 cm³.
- Potência Máxima: 8,43 cv a 7.250 rpm.
- Torque Máximo: 0,945 kgf·m a 5.000 rpm.
- Transmissão: 4 marchas semiautomática (rotativa).
- Partida: Elétrica (Electric Starter).
- Tanque de Combustível: 4,2 litros.
- Peso Seco: 87 kg.
- Altura do Assento: 745 mm.
- Dimensões (C × L × A): 1.843 × 727 × 1.031 mm.
- Distância Mínima do Solo: 137 mm.
- Suspensão Dianteira: Garfo telescópico – curso de 100 mm.
- Suspensão Traseira: Dois amortecedores – curso de 79 mm.
- Freios: Tambor dianteiro e traseiro (110 mm) com sistema CBS.
- Emissões: Conforme norma Promot 5.
- Consumo Médio: Aproximadamente 49,1 km/l (estimado em testes).
- Produção: Manaus (AM).
- Cores Disponíveis: Branco Ross White e Vermelho Fighting Red.
- Preço Público Sugerido: A partir de R$ 9.690 (referência São Paulo, sem frete).
Fonte: Honda.


































