Motos custom conquistam espaço no Brasil e atraem fãs com estilo clássico e preços acessíveis

Com visual retrô e conforto para longas viagens, as motos custom ampliam presença no Brasil, lideradas pela Royal Enfield e seguidas por marcas como Harley-Davidson, Shineray e Triumph.
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Motos custom conquistam espaço no Brasil e atraem fãs com estilo clássico e preços acessíveis

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O universo das motos custom, marcado por linhas clássicas e apelo nostálgico, vive um momento de ascensão no Brasil. Inspiradas no design das décadas de 1930 a 1960, essas motocicletas unem conforto e estilo, conquistando consumidores que buscam mais do que simples transporte. O mercado, antes restrito a modelos caros, agora oferece opções acessíveis e variadas, atraindo tanto novos adeptos quanto entusiastas experientes.

Pontos Principais:

  • Segmento custom dobra participação nas vendas no Brasil.
  • Royal Enfield lidera mercado com quatro modelos entre os mais vendidos.
  • Harley-Davidson mantém status premium com preços elevados.
  • Marcas chinesas e tradicionais investem em modelos clássicos acessíveis.

A influência cultural vem de longe. Filmes como “Sem Destino” imortalizaram a imagem da estrada aberta, associando motos robustas à liberdade e aventura. Essa aura, somada a um mercado global que redescobre o charme retrô, impulsiona o crescimento das vendas. Em 2024, o segmento custom representou 1,4% das 1,8 milhão de motos comercializadas no país, dobrando sua participação em relação ao ano anterior.

Modelos clássicos com guidão elevado e bancos baixos atraem motociclistas em busca de estilo e conforto, impulsionando vendas no Brasil e formando filas de espera em concessionárias.
Modelos clássicos com guidão elevado e bancos baixos atraem motociclistas em busca de estilo e conforto, impulsionando vendas no Brasil e formando filas de espera em concessionárias.

No cenário nacional, a Royal Enfield se destaca como líder absoluta. Modelos como a Hunter 350, vendida a cerca de 22 mil reais, combinam visual clássico e mecânica simples, com conforto para longas distâncias. Quatro dos cinco modelos mais vendidos do segmento são da marca indiana, que acumula filas de espera de meses em algumas concessionárias.

Apesar de menos potentes que as Harley-Davidson, as motos da Royal Enfield conquistam pelo custo-benefício. As Harley, por sua vez, mantêm o status de ícone premium, com modelos como a Heritage Classic ultrapassando 140 mil reais. Essa diferença de preço permite que mais consumidores optem por alternativas que entregam experiência similar por valores bem menores.

O sucesso não passou despercebido. Outras fabricantes, como as chinesas Shineray e Haojue, entraram no segmento com modelos de baixa cilindrada e apelo visual inspirado nas clássicas. Marcas tradicionais como Triumph, Honda e Suzuki também já deixaram sua marca no mercado brasileiro, com modelos que permanecem na memória de muitos motociclistas.

Além do charme e do conforto, há fatores práticos impulsionando as vendas. Custom são, em geral, menos visadas por ladrões, uma vantagem relevante em tempos de insegurança nas ruas. A manutenção simples e o menor custo de aquisição em relação a motos esportivas ou de alta cilindrada também ampliam seu apelo.

O cenário atual mostra que as motos custom se consolidam como uma alternativa que une emoção e racionalidade. Elas carregam o romantismo das estradas, mas se adaptam às necessidades e ao bolso de um público cada vez mais diversificado, criando um nicho sólido no mercado brasileiro.

Fonte: G1, Veja e Motonline.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.