Caminhoneiro é punido após agredir mulher por ciúmes em Boa Vista
Um caminhoneiro foi condenado nesta terça-feira (28) pela Justiça de Roraima por ter agredido sua esposa durante uma discussão no Carnaval de 2023, em Boa Vista. O caso envolveu uma crise de ciúmes que terminou com a fratura da clavícula da vítima, após o réu a empurrar com força durante a briga.
Pontos Principais:
- Caminhoneiro foi condenado por fraturar a clavícula da esposa durante o Carnaval de 2023.
- A agressão ocorreu após discussão motivada por ciúmes infundados em Boa Vista, Roraima.
- Pena de um ano e dois meses foi convertida em serviços comunitários e multa.
- Justiça considerou que houve dolo na ação, mesmo com tentativa de defesa alegando acidente.
A discussão ocorreu após o homem acusar a companheira de infidelidade, sem apresentar qualquer prova. A agressão foi interpretada pela Justiça como resultado direto de ciúmes exacerbados e comportamento controlador. Apesar da alegação da defesa de que não houve intenção de ferir, o juiz entendeu que houve dolo, pela desproporcionalidade do ato.

O caminhoneiro foi condenado a um ano e dois meses de prisão. A pena, no entanto, foi convertida em prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa, conforme previsto em casos de menor potencial ofensivo e réus primários. Ainda assim, o magistrado destacou a gravidade da conduta e o impacto físico e psicológico na vítima.
Durante o julgamento, o depoimento da mulher foi decisivo para a condenação. Ela relatou que o episódio foi apenas mais um de diversos momentos de tensão vividos no relacionamento, marcados por acusações e vigilância excessiva do companheiro. A fratura da clavícula exigiu atendimento médico e repouso prolongado.
O juiz responsável pelo caso afirmou que, embora a lesão não tenha sido causada por uma arma ou objeto contundente, o ato teve clara intencionalidade agressiva. Segundo ele, é dever do Judiciário responder com firmeza à violência doméstica, independentemente da forma como se manifesta.
O caso reforça os alertas sobre o impacto da violência emocional e física dentro de relações afetivas, especialmente quando alimentadas por ciúmes e acusações infundadas. A condenação mostra que atitudes violentas, ainda que travestidas de “acidentes”, não serão toleradas pela Justiça.
A pena alternativa visa reeducar o agressor, mas o Judiciário deixou claro que a conversão não reduz a seriedade do crime. A decisão busca promover a responsabilização e impedir a normalização de episódios de violência em contextos familiares.
Fontes: G1, Policiacivil e Folhabv.



































