A segurança automotiva permanece como uma preocupação global, e no Brasil, as regulamentações atuais ainda apresentam diferenças significativas em comparação com outras regiões, como a Europa. Apesar de melhorias nos padrões de segurança, o Latin NCAP, organização responsável por avaliar os carros vendidos na América Latina, identifica modelos que ainda apresentam resultados insatisfatórios. O Latin NCAP utiliza um sistema de classificação de até cinco estrelas, sendo que três estrelas representam o nível médio de segurança. Este artigo apresenta os carros com avaliações mais baixas disponíveis no mercado brasileiro em 2024.
O Latin NCAP, organização independente, realiza testes de colisão e segurança em veículos para oferecer ao consumidor uma avaliação imparcial da segurança dos modelos disponíveis na América Latina. Desde sua criação, o protocolo da organização foi atualizado para acompanhar as novas exigências de segurança. Os testes consideram a proteção de adultos e crianças, além de avaliar a presença e eficácia de sistemas de segurança ativa e passiva, como airbags e controle de estabilidade.
Na análise dos modelos vendidos no Brasil, o Latin NCAP observa a proteção em testes de impacto frontal e lateral e também a presença de tecnologias de segurança avançada. Para garantir a imparcialidade, os testes são realizados com base em versões básicas dos veículos, de modo a refletir o que a maioria dos consumidores encontrará no mercado.
Abaixo, listamos os modelos que receberam até duas estrelas nas avaliações mais recentes do Latin NCAP. Esses veículos não atendem às normas de segurança mais rigorosas e podem oferecer proteção limitada em determinadas situações.
A avaliação de segurança automotiva oferecida pelo Latin NCAP desempenha um papel importante na escolha dos consumidores. No entanto, muitos modelos ainda são oferecidos com equipamentos básicos e não atendem aos requisitos mais rigorosos. Em outros mercados, as exigências de segurança evoluíram, e os modelos que atendem a essas exigências vêm com tecnologias adicionais, como airbags de cortina, controle eletrônico de estabilidade e sistemas de assistência à condução.
No Brasil, mesmo com a obrigatoriedade de certos dispositivos de segurança, como airbags frontais e freios ABS, a ausência de requisitos mais avançados afeta a segurança dos ocupantes. Essa diferença entre o mercado nacional e internacional reflete um descompasso nos padrões de segurança, limitando as opções para consumidores que buscam veículos mais seguros.
A segurança veicular é uma prioridade crescente para os consumidores e fabricantes. Modelos com pontuação baixa em testes de segurança têm sido criticados por organizações e pelo público. Embora algumas montadoras tenham investido em melhorias, a presença de carros com avaliações insatisfatórias sugere que ainda há um caminho a percorrer.
A expectativa é de que, com a demanda por padrões de segurança mais elevados, novas regulamentações sejam implementadas para exigir mais dispositivos de segurança. Isso pode levar a uma diminuição gradual de modelos com avaliações insatisfatórias e, consequentemente, a um aumento na segurança do consumidor brasileiro.
Fonte: LatinNCAP e QuatroRodas.