Correia dentada do motor: A manutenção simples de R$ 200 que evita um rombo de R$ 5 mil no seu bolso

Evite perder o motor! Saiba quando trocar a correia dentada, identifique o barulho de risco e veja como fugir de um prejuízo 5x maior que a manutenção.
Publicado por em Dicas dia

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Pontos Principais:

  • A correia dentada sincroniza pistões e válvulas e sua falha provoca danos internos graves.
  • O prazo médio de troca varia entre 40 mil e 50 mil km ou até 5 anos, conforme o fabricante.
  • Ruídos, superaquecimento e desgaste acelerado indicam risco de rompimento iminente.
  • Quando a peça quebra, o conserto pode custar até cinco vezes mais que a manutenção preventiva.
Correia dentada deve ser trocada entre 40 e 50 mil km ou até 5 anos; ignorar o prazo pode causar quebra do motor e prejuízo até cinco vezes maior.
Correia dentada deve ser trocada entre 40 e 50 mil km ou até 5 anos; ignorar o prazo pode causar quebra do motor e prejuízo até cinco vezes maior.

A correia dentada precisa ser substituída entre 40.000 e 50.000 km ou em até 5 anos para impedir a quebra que pode inutilizar o motor.

Quando essa troca é ignorada, o risco não é pequeno nem abstrato. A correia é a peça que mantém pistões e válvulas trabalhando em harmonia. Se ela se rompe, essa sincronia acaba em fração de segundo e o que deveria ser manutenção vira reconstrução de motor. É o tipo de falha que não avisa, não perdoa e não dá segunda chance.

No trânsito urbano, no calor intenso e nas longas paradas com o carro ligado, a correia envelhece mesmo sem rodar muito. O material perde elasticidade, surgem microfissuras e o tensionamento deixa de ser ideal. O motorista segue dirigindo normalmente, até o dia em que o carro simplesmente apaga e não volta mais a funcionar.

Em motores do tipo interferente, que são maioria no Brasil, o rompimento provoca o choque direto entre pistão e válvula. O resultado são válvulas tortas, cabeçote danificado e, em alguns casos, a condenação completa do conjunto. Uma falha que nasce em uma peça de custo relativamente baixo e termina em um orçamento que pode superar o valor de mercado do carro.

Sintomas que costumam anteceder o problema

  • Ruído agudo e contínuo na parte frontal do motor
  • Variações anormais de temperatura
  • Pequenas falhas em marcha lenta
  • Cheiro de borracha queimada

Nem sempre, porém, há qualquer sinal claro. Muitas correias se rompem de forma súbita, especialmente quando já ultrapassaram o prazo recomendado pelo fabricante ou foram submetidas a uso severo.

Intervalos de troca e riscos

Item Referência
Quilometragem média 40.000 a 50.000 km
Tempo máximo 2 a 5 anos
Uso severo Troca antecipada
Consequência da quebra Choque pistão-válvula
Custo do reparo Até 5 vezes maior

O que acontece dentro do motor

Quando a correia se rompe, o pistão continua subindo e encontra a válvula aberta. O impacto entorta, quebra e pode destruir todo o conjunto superior do motor. Cleber William Gomes, professor da FEI

Na prática, isso significa semanas de carro parado, desmontagem completa do cabeçote e uma conta que facilmente ultrapassa o valor de uma revisão inteira. Em veículos mais antigos, o prejuízo muitas vezes não compensa o conserto.

Na hora de comprar um usado

A ausência de comprovante de troca é um dos pontos mais críticos na avaliação. Se não há registro no manual ou nota fiscal do serviço, a recomendação é simples, trocar imediatamente. O custo da prevenção é previsível. O da quebra, nunca.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.