Quais são os sinais de que o freio está ruim? Entenda sobre a manutenção e saiba quando trocar os freios do carro

Revisar o sistema de freios a cada seis meses é essencial para a segurança. Trocar peças isoladas desequilibra o conjunto e reduz a eficiência. Mecânicos alertam que pastilhas, discos e flexíveis devem ser substituídos sempre em pares.
Publicado por em Dicas dia
Quais são os sinais de que o freio está ruim? Entenda sobre a manutenção e saiba quando trocar os freios do carro

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Em qualquer oficina, a cena se repete: o motorista chega reclamando que o pedal do freio está mais fundo, há ruído metálico ou uma leve trepidação no volante. Sinais sutis, mas que denunciam um sistema de frenagem pedindo atenção urgente. O problema é que muita gente ainda tenta economizar trocando só uma das pastilhas — e aí mora o erro que pode sair caro.

Pontos Principais:

  • Freios devem ser revisados a cada seis meses ou 5.000 km.
  • Peças como pastilhas, discos e flexíveis precisam ser trocadas em pares.
  • Ruídos, trepidações e pedal fundo indicam desgaste no sistema.
  • Luz acesa no painel pode apontar falha de sensor ou instalação incorreta.

O sistema de freios é mais complexo do que parece. Discos, pastilhas, fluido hidráulico, sensores ABS e cabos flexíveis trabalham juntos sob pressão constante. Quando um lado sofre desgaste, o outro compensa — e se apenas uma peça for trocada, o equilíbrio se rompe. O resultado é vibração, perda de eficiência e desgaste acelerado.

A cada seis meses ou 5.000 km, revise os freios. Mesmo em carros novos, o fluido se deteriora e pode comprometer a pressão hidráulica, reduzindo a eficiência da frenagem.
A cada seis meses ou 5.000 km, revise os freios. Mesmo em carros novos, o fluido se deteriora e pode comprometer a pressão hidráulica, reduzindo a eficiência da frenagem.

Segundo especialistas, a revisão deve acontecer a cada seis meses ou 5.000 quilômetros. Mesmo em carros novos, o fluido se deteriora com o tempo e pode comprometer a pressão hidráulica. Em veículos com uso urbano intenso, o desgaste é ainda maior, já que o sistema é exigido em cada frenagem no trânsito pesado.

Uma verificação simples pode ser feita em casa. Com uma lanterna, é possível observar o quanto as pastilhas estão próximas dos discos. Se o material de atrito estiver quase no fim, é hora de ir à oficina. Riscos na superfície metálica e barulhos agudos ao frear também indicam necessidade de troca.

A dica dos mecânicos é clara: freio se troca em pares. Um disco novo ao lado de outro já gasto desequilibra o sistema e altera a pressão do fluido. O mesmo vale para flexíveis e sensores. Quando as peças não estão niveladas, o esforço de frenagem se distribui de forma desigual, comprometendo a dirigibilidade e aumentando o risco em emergências.

Outro ponto importante é o freio de estacionamento. Se for preciso puxar com mais força ou se o carro escorregar mesmo travado, o sistema está pedindo atenção. O mesmo vale para a luz de advertência no painel: se ela permanecer acesa, pode indicar desde falha no sensor até montagem incorreta.

Manter os freios em dia é mais do que um cuidado mecânico — é um investimento em segurança. Seguir o intervalo de revisão, trocar componentes em pares e observar ruídos ou vibrações são atitudes que evitam sustos e garantem a performance ideal do carro em qualquer condição.

Sinais de que o Freio do Carro Está Ruim

  • Pedal do freio mais fundo que o normal, indicando ar no sistema ou fluido vencido.
  • Ruído metálico ou chiado ao frear, sinal de pastilhas gastas em contato direto com o disco.
  • Trepidação no volante durante a frenagem, sugerindo disco empenado ou irregular.
  • Aumento da distância para parar o carro, resultado de perda de eficiência do sistema.
  • Carro puxando para um dos lados ao frear, mostrando desequilíbrio entre as rodas.
  • Luz de advertência do freio acesa no painel, podendo indicar falha no sensor ou fluido baixo.
  • Freio de estacionamento sem força ou com curso longo, revelando desgaste de cabos ou lonas.
  • Odor de queimado após frenagens longas, causado por superaquecimento das pastilhas.
  • Vibração no pedal ou sensação de pulsação, indicando desgaste irregular dos discos.
  • Som de estalo ou rangido ao acionar o pedal, possivelmente por folga nas pinças ou fixações.

Quando Trocar os Freios do Carro

  • Revisar o sistema de freios a cada seis meses ou a cada 5.000 quilômetros rodados.
  • Substituir pastilhas de freio quando a espessura do material de atrito estiver abaixo de 3 mm.
  • Trocar discos de freio quando apresentarem riscos profundos, empenamento ou vibração no pedal.
  • Verificar o fluido de freio anualmente e substituí-lo a cada dois anos, conforme o manual do veículo.
  • Realizar a troca sempre em pares, garantindo equilíbrio entre as rodas e pressão uniforme no sistema.
  • Trocar lonas e tambores do freio traseiro quando houver ruído metálico ou curso excessivo no pedal.
  • Substituir cabos e flexíveis de freio se apresentarem rachaduras, vazamentos ou ressecamento.
  • Efetuar a troca imediata se houver perda de eficiência, pedal borrachudo ou necessidade de mais força.
  • Inspecionar sensores ABS e componentes eletrônicos durante toda troca preventiva do sistema.
  • Levar o veículo à oficina sempre que houver ruídos, trepidação ou luz de advertência acesa no painel.

Fonte: 99app.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.