EUA alertam risco sequestro no Brasil; Embaixada recomendou cautela no Rio de Janeiro

Turistas americanos que viajam ao Brasil devem redobrar a atenção após novo alerta da embaixada dos EUA, que destaca sequestros, violência urbana e atuação de organizações criminosas em áreas urbanas. O comunicado recomenda evitar favelas, usar transporte público municipal e até mesmo algumas regiões do Distrito Federal. Para reduzir o risco, são sugeridos planos de emergência e contato com familiares. A violência e a presença de gangues são apontadas como constantes no Brasil, reforçando a necessidade de cautela.
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos, por meio da embaixada em Brasília, atualizou nesta sexta-feira as recomendações para turistas americanos que desejam visitar o Brasil. O comunicado, disponível em português no site oficial, destaca o aumento dos casos de sequestros e a violência urbana, enfatizando a necessidade de cautela por parte dos cidadãos americanos que pretendem viajar ao país. Segundo o texto, o crime organizado e a atuação de gangues estão disseminados, o que eleva o nível de risco para visitantes estrangeiros em várias regiões urbanas.

Pontos Principais:

  • A embaixada dos EUA alerta para o risco de sequestros e violência no Brasil.
  • Turistas devem evitar favelas e regiões administrativas do Distrito Federal.
  • Recomendações incluem não usar transporte público municipal à noite.
  • São sugeridos planos de emergência e comunicação com familiares.

As orientações destacam que áreas urbanas do Brasil apresentam risco constante, tanto durante o dia quanto à noite. Além dos sequestros, são mencionados crimes como roubos à mão armada, furtos de veículos e assaltos em transporte público, especialmente à noite. O alerta reforça que funcionários do governo americano não devem utilizar ônibus municipais, considerados perigosos e alvo de agressões e furtos. A recomendação de evitar o transporte coletivo se estende também a turistas comuns.

"Agressões físicas, com uso de sedativos e drogas colocadas em bebidas, são comuns, especialmente no Rio de Janeiro", diz o comunicado
“Agressões físicas, com uso de sedativos e drogas colocadas em bebidas, são comuns, especialmente no Rio de Janeiro”, diz o comunicado

Um ponto específico chama atenção no comunicado: as favelas brasileiras, mesmo em passeios turísticos organizados, devem ser evitadas. Essa medida visa minimizar o risco de sequestros e de envolvimento em episódios de violência. Além disso, o texto cita que algumas regiões administrativas do Distrito Federal, próximas a Brasília, também foram incluídas na lista de áreas desaconselhadas. Essa inclusão ocorreu já em 2018, mas o aviso reforça a orientação diante do aumento de casos de violência.

No comunicado, a embaixada americana descreve o Brasil como um país onde crimes violentos são frequentes e muitas vezes relacionados ao tráfico de drogas. Também há referência a ataques a estrangeiros em bares e encontros via aplicativos de relacionamento, onde turistas podem ser dopados e roubados. Essa prática, segundo o alerta, é comum e faz parte das preocupações expressas no documento.

O texto ainda lista precauções que os turistas devem adotar. Além de evitar ostentar joias e relógios de valor, recomenda-se elaborar um plano de comunicação com familiares e traçar rotas alternativas em caso de emergência. Esses cuidados são considerados essenciais para reduzir a vulnerabilidade de quem viaja ao Brasil. A ideia é que, mesmo com o risco elevado, a viagem possa ser realizada com maior segurança.

A embaixada enfatiza a importância de que turistas americanos planejem cuidadosamente cada deslocamento no país e estejam preparados para situações adversas. Apesar de as orientações parecerem restritivas, o objetivo é assegurar que os cidadãos dos Estados Unidos estejam cientes dos desafios de segurança e saibam como agir diante de possíveis episódios de violência. Esse tipo de alerta é parte do protocolo de comunicação com viajantes, em qualquer país que apresente um nível de risco elevado para estrangeiros.

Por fim, o comunicado não menciona restrições diretas a viagens para o Brasil, mas o tom do aviso deixa claro que o momento exige atenção e cuidado redobrado por parte dos visitantes. A presença de organizações criminosas e a elevada criminalidade em várias cidades brasileiras são apontadas como fatores que reforçam a importância de precaução e de planejamento para quem chega ao país com objetivos turísticos ou profissionais.

Fonte: G1 e Jovempan.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.