Execução de casal de pastores em Pium comove comunidade e levanta suspeitas na polícia

A rotina pacata do assentamento Pericatu foi interrompida pelo assassinato brutal dos pastores Francilene e Dorvalino. O filho encontrou os corpos e tentou socorrer os pais, mas ambos estavam mortos por tiros na cabeça. O crime, que chocou fiéis da Assembleia de Deus Madureira, está sendo tratado pela Polícia Civil como execução. Testemunhas viram um homem em uma moto fugindo do local. A motivação ainda é incerta e ninguém foi preso até agora.
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A morte de um casal de pastores no assentamento Pericatu, em Pium, Tocantins, revela uma violência que escapa das estatísticas comuns e mergulha em um universo de perplexidade. Francilene de Sousa Reis e Silva, de 42 anos, e Dorvalino das Dores da Silva, de 63, viviam há mais de duas décadas no local onde foram brutalmente assassinados dentro de casa, por volta das 19h da última terça-feira. O filho do casal encontrou os corpos e acionou vizinhos, mas já era tarde. As vítimas tinham ferimentos fatais na cabeça causados por arma de fogo.

Pontos Principais:

  • Casal de pastores foi morto a tiros dentro de casa no assentamento Pericatu.
  • Filho encontrou os corpos e tentou socorrer, mas vítimas já estavam sem vida.
  • Polícia Civil trata o caso como possível execução e investiga motivação.
  • Testemunhas relataram a presença de um suspeito em uma moto fugindo do local.
  • Enterro ocorreu na manhã de quinta-feira com grande comoção da comunidade.

A Polícia Militar foi a primeira a chegar. As informações apuradas no local indicam que um homem em uma motocicleta foi visto momentos antes dos disparos, o que reforça a hipótese de que os pastores foram alvos de uma ação planejada. Segundo testemunhas, o suspeito estacionou a moto a cerca de 30 metros da casa e correu até a residência, fugindo logo após os disparos. Nenhum objeto foi levado e não há sinais de arrombamento, o que enfraquece a possibilidade de latrocínio.

Execução de pastores em assentamento mobiliza polícia em Pium. (Créditos: Reprodução Redes Sociais)
Execução de pastores em assentamento mobiliza polícia em Pium. (Créditos: Reprodução Redes Sociais)

A liderança da igreja Assembleia de Deus Madureira confirmou que os dois exerciam papéis de destaque na congregação e tinham boa reputação entre os moradores. O pastor Jonas Figueiredo, da mesma igreja, declarou que o casal era respeitado por sua atuação pastoral. Francilene e Dorvalino eram conhecidos por visitas constantes às casas da comunidade e por ações sociais promovidas pela igreja. A presença deles era vista como um pilar para os moradores do assentamento.

O caso foi registrado na 9ª Central de Atendimento da Polícia Civil de Paraíso do Tocantins e encaminhado à 57ª Delegacia de Polícia de Pium, que agora conduz a investigação. O delegado José Lucas Melo, responsável pelo inquérito, informou que todas as hipóteses estão sendo analisadas, mas destacou que o modo de agir aponta para uma execução. Até o momento, não há suspeitos presos ou identificados, e a linha investigativa principal considera envolvimento pessoal ou religioso.

O velório ocorreu na quarta-feira na igreja onde os pastores atuavam, com grande presença da comunidade local. O enterro foi realizado na manhã desta quinta-feira, no cemitério municipal de Pium. Fiéis, vizinhos e parentes manifestaram indignação com o crime e pedem celeridade nas investigações. A comoção foi visível, e muitos não conseguiam compreender o que motivaria tamanha violência contra pessoas consideradas pacíficas e carismáticas.

Embora as investigações ainda estejam em estágio inicial, o perfil das vítimas e as circunstâncias do crime dificultam a elaboração de uma hipótese concreta. A ausência de testemunhas diretas e o rápido desaparecimento do suspeito são obstáculos para a polícia, que depende agora da análise de vestígios e da colaboração da população para avançar no caso. A possibilidade de execução planejada, porém, é hoje a principal linha adotada pelos investigadores.

Sem evidências de disputa por terra, invasões ou ameaças anteriores conhecidas, a motivação do crime continua envolta em mistério. A região de Pium já enfrentou casos pontuais de violência rural, mas um crime com essas características, envolvendo líderes religiosos em pleno exercício de suas atividades, foge da curva comum. A resposta da polícia e o apoio da comunidade serão determinantes para que o caso não caia no esquecimento como mais um número em meio à crescente violência no interior do Brasil.

Com informações de G1 e Nsctotal.

Bianca Ludymila
Bianca Ludymila
Jornalista sobre tecnologia e cotidiano com foco em análises, lançamentos, testes e novidades do setor.