Diddy: julgamento deixa rapper inocente de crimes mais graves; sentença pode chegar a 20 anos de prisão

Sean "Diddy" Combs foi condenado por transporte para prostituição, mas absolvido das acusações de tráfico sexual e extorsão. Ele pode pegar até 20 anos de prisão.
Publicado por em Famosos dia

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Sean “Diddy” Combs, uma das figuras mais influentes da indústria musical dos Estados Unidos, foi condenado por transporte para fins de prostituição, em um julgamento federal que analisou denúncias feitas entre 2004 e 2024. O processo foi iniciado após uma série de acusações envolvendo abuso, coerção e práticas sexuais forçadas, apresentadas por ex-namoradas do artista, incluindo Cassie Ventura.

Pontos Principais:

  • Diddy foi condenado por transporte para fins de prostituição em dois casos.
  • Foi absolvido das acusações mais graves, como tráfico sexual e extorsão.
  • O julgamento durou quase dois meses e envolveu depoimentos detalhados.
  • A pena máxima para os crimes pelos quais foi condenado pode chegar a 20 anos.
  • Acusações envolvem Cassie Ventura e uma segunda vítima identificada como Jane.

O júri, composto por 12 pessoas, o absolveu das acusações mais graves, como tráfico sexual por coerção e conspiração para extorsão. Essas acusações poderiam levá-lo à prisão perpétua. Mesmo assim, a condenação nas duas acusações de transporte para prostituição pode render a Diddy até 20 anos de prisão. A sentença ainda será definida.

Sean Combs foi condenado por transporte para prostituição após julgamento que analisou denúncias feitas por duas ex-namoradas e várias testemunhas.
Sean Combs foi condenado por transporte para prostituição após julgamento que analisou denúncias feitas por duas ex-namoradas e várias testemunhas.

Durante o julgamento, que durou quase dois meses, foram ouvidas dezenas de testemunhas, analisados vídeos e imagens de segurança, e apresentados detalhes sobre a vida íntima do magnata. A promotoria retratou o músico como alguém que usou seu poder para controlar mulheres e facilitar situações de abuso e exploração. Já a defesa afirmou que se tratava de um processo motivado por interesse financeiro.

Os casos analisados incluíram episódios descritos como “freak offs”, encontros prolongados movidos a drogas e relações forçadas, segundo os relatos das vítimas. Cassie, que chegou a fechar um acordo com Diddy após a abertura de um processo, prestou depoimento marcante durante quatro dias, no qual afirmou que sofreu agressões físicas e psicológicas que a levaram a cogitar o suicídio.

Uma segunda acusadora, identificada apenas como Jane, relatou experiências similares, dizendo ter sido pressionada a manter relações com terceiros enquanto o músico observava. A promotora Christy Slavik afirmou que Diddy se utilizava de fama e fortuna para intimidar e coagir as vítimas. A defesa, por sua vez, tentou deslegitimar os depoimentos e minimizar o estilo de vida do acusado.

O rapper permaneceu em silêncio durante todo o julgamento e, segundo seus advogados, a acusação baseava-se em distorções e em uma cruzada legal contra seu estilo de vida. Em determinado momento, o advogado Brian Steele declarou que o caso “não era sobre crime, mas sobre dinheiro”, numa tentativa de relativizar as acusações.

Diddy está preso desde setembro de 2024. No dia do veredito, ele compareceu ao tribunal acompanhado da mãe e dos filhos, usando roupas discretas e segurando um livro de pensamentos positivos. Quando foi absolvido das primeiras acusações, demonstrou alívio, ainda que tenha sido condenado em outras frentes. Para a defesa, o resultado foi comemorado como uma vitória parcial.

Fonte: Wikipedia, CNN e G1.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.